Banca de DEFESA: RAFAELA DE SOUSA GOMES GONÇALVES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAFAELA DE SOUSA GOMES GONÇALVES
DATA : 15/12/2021
HORA: 13:00
LOCAL: on-line
TÍTULO:

Baia de Sepetiba: Avaliação espaço-temporal da ictiofauna e suas relações ambientais


PALAVRAS-CHAVES:

peixes costeiros, diversidade funcional, diversidade beta, variáveis ambientais


PÁGINAS: 67
RESUMO:

Os ambientes estuarinos de águas rasas apresentam muitos habitats que favorecem a colonização e o uso por diferentes espécies de peixes. Esses ecossistemas costeiros estão sendo cada vez mais influenciados por impactos decorrentes dos avanços industriais e urbanos ao seu entorno, resultando numa crescente perda de
biodiversidade, podendo ser acompanhada pela perda de importantes funções ecológicas. Investigar os padrões e os processos que atuam na biodiversidade é essencial para obter uma visão mais dinâmica e dos papéis das comunidades nos ecossistemas, e para isto, estudos de curto e longo prazo são fundamentais. Estudos
abordando não só a estrutura taxonômica, como também uma abordagem mais integrada, são importantes para compreender a dinâmica e papéis dos grupos funcionais no espaço e no tempo. O presente estudo, dividido em dois capítulos, visa compreender a dinâmica espaço-temporal da ictiofauna de áreas rasas em uma baia tropical em crescente processo de alteração ambiental, explorando aspectos taxonômicos e funcionais. No capítulo 1, buscamos descrever a relação entre a diversidade beta e a heterogeneidade ambiental, a fim de testar a hipótese de que a heterogeneidade ambiental influencia a biodiversidade. Foi detectada uma fraca relação positiva entre a heterogeneidade ambiental e a diversidade beta, sugerindo que ambientes mais
heterogêneos tendem a apresentar maiores variações na composição biológica. No capítulo 2, avaliamos as alterações temporais (1983-1985, 1999-2001 e 2017-2019) nos índices taxonômicos e funcionais. Estudos anteriores relataram um declínio na riqueza de peixes nas zonas rasas da Baía de Sepetiba, mas a investigação de que forma os grupos funcionais estão sendo afetados, ainda não foi investigada. Testamos a hipótese
de que os índices de diversidade funcional também mudaram ao longo do tempo, como resultado das alterações ambientais sofridas nas últimas décadas. Observamos uma diminuição substancial na riqueza de espécies e abundância nos períodos mais recentes, em comparação com 1983-1985. Entretanto, a estrutura funcional permaneceu relativamente estável, com exceção da riqueza funcional, que apresentou uma queda
significativa, indicando impacto na quantidade de espaço funcional ocupado pela comunidade local, de forma que alguns dos recursos potencialmente disponíveis para a comunidade deixaram de ser utilizados. A estabilidade observada nos descritores funcionais pode ser explicada porque ambientes estuarinos tendem a apresentar elevada redundância funcional devido às restrições impostas pelo marcado gradiente ambiental, o que podem resultar na convergência de traços funcionais entre espécies, garantindo que, apesar das perdas na riqueza e abundância de espécies, as principais funções podem ser mantidas. As informações obtidas no presente estudo confirmam que uso de índices funcionais é essencial para complementar as avaliações taxonômicas, dando uma visão detalhada da dimensão da perda de biodiversidade em ambientes impactados.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDRÉ LUIZ MACHADO PESSANHA - UEPB
Externa à Instituição - ELLEN MARTINS CAMARA - UFRRJ
Interno - 387200 - FRANCISCO GERSON ARAUJO
Externo à Instituição - FÁBIO LAMEIRO - UFRGS
Externa à Instituição - MARCIA CRISTINA COSTA DE AZEVEDO - UFRRJ
Externa à Instituição - MIRIAM PILZ ALBRECHT - UFRJ
Externa à Instituição - TAYNARA PONTES FRANCO - UFRJ
Notícia cadastrada em: 08/12/2021 15:04
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