Banca de DEFESA: LARYSSA CORDEIRO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LARYSSA CORDEIRO DA SILVA
DATA : 29/11/2024
HORA: 09:00
LOCAL: on-line
TÍTULO:

Contaminação microplástica em peixes demersais e pelágicos de duas baías diferentemente antropizadas da costa do Rio de Janeiro, Brasil


PALAVRAS-CHAVES:

poluição plástica, peixes costeiros, Baía de Sepetiba, Baía de Ilha Grande


PÁGINAS: 65
RESUMO:

Microplásticos (MPs) emergiram como uma das principais ameaças ambientais globais por serem onipresentes, biodisponíveis, persistentes e tóxicos. Em ambientes marinhos, os MPs são amplamente distribuídos, e acessíveis a diversos organismos aquáticos, incluindo peixes. O principal objetivo do estudo foi quantificar, classificar e identificar MPs em diferentes tecidos de peixes, além de investigar se fatores ambientais, sazonalidade e níveis de pressão antrópica influenciam na contaminação. A hipótese testada foi de que ambientes sob maior pressão antrópica apresentam maior abundância de MPs em peixes, e que espécies pelágicas ingerem mais MPs do que as demersais, considerando a flutuabilidade e distribuição das partículas. Foram analisados músculo e trato digestivo de duas espécies pelágicas e duas demersais, coletadas em duas baías com diferentes influências antrópicas (Sepetiba e Ilha Grande) no verão e inverno. As amostras foram digeridas, filtradas a vácuo, analisadas com microscópio e identificadas por micro-FTIR. Dos peixes analisados, 60% continham MP. Os resultados indicam uma relação entre a ingestão de MPs, o tamanho dos peixes, a estação do ano e as atividades urbanas da região. Peixes da baía com maior densidade populacional humana apresentaram maior abundância de MPs no verão, possivelmente devido ao maior aporte de águas continentais neste período, uma das grandes fontes de MPs no oceano. Os MPs foram detectados em todas as espécies analisadas, até mesmo nos tecidos comestíveis por seres humanos. Espécies de ambientes mais preservados também apresentam MPs no músculo e no trato digestivo, sugerindo a presença desses contaminantes em locais anteriormente considerados não contaminados. A posição na coluna d’água das espécies não influenciou na diferença de concentração de MPs, o que indica uma ampla distribuição desses contaminantes tanto na coluna d’água quanto nas proximidades do sedimento. Das partículas analisadas, o resultado preliminar realizado por micro-FTIR indicou maior abundância do polímero celulose, correspondendo a 30% do total analisado. Em conclusão, peixes ocorrendo em ambientes com maior pressão antrópica estão mais suscetíveis à contaminação por MPs, o que corrobora nossa hipótese. No entanto, estudos mais detalhados são essenciais para investigar a transferência de MPs para os tecidos e os possíveis riscos dessa contaminação para a saúde humana.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - RAQUEL DE ALMEIDA FERRANDO NEVES - UNIRIO
Externo à Instituição - ANDRÉ LUIZ CARVALHO DA SILVA - UERJ
Interno - 387200 - FRANCISCO GERSON ARAUJO
Interno - 1728466 - JAYME MAGALHAES SANTANGELO
Externo à Instituição - WAGNER FERREIRA MAGALHÃES - UFBA
Notícia cadastrada em: 17/11/2024 17:47
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