Estudo morfológico e molecular de Anacanthorus spp. (Monogenea: Dactylogyridae) parasitando peixes
serrasalmídeos (Characiformes) no Brasil
Monogenéticos, Serrasalmidae, Taxonomia, 28S, COI
Com o objetivo de estudar a diversidade e a relação parasito-hospedeiro de
Anacanthorus spp. parasitando peixes da família Serrasalmidae, no período entre
Outubro de 2015 e Julho de 2016 foram realizados levantamentos parasitológicos de 11
espécies de serrasalmídeos, provenientes de 4 localidades, o Rio Miranda (Estado do
Mato Grosso do Sul), o Rio Mogi Guaçu (Estado de São Paulo), o Alto Rio Paraná
(Estado do Paraná) e o Rio Xingu (Estado do Pará). Os hospedeiros foram analisados
imediatamente após a captura para verificar a presença de parasitos. Os parasitos foram
analisados morfologicamente através de microscopia de luz, e algumas espécies foram
sequenciadas geneticamente. A posição filogenética das espécies de Anacanthorus
parasitas de peixes serrasalmídeos do Brasil foi investigada com base em novas
sequências parciais do gene 28S de 9 espécies de Anacanthorus, uma nova sequência da
espécie Mymarothecium viatorum, e 39 sequências de monogenéticos obtidas do
GenBank . As análises suportam a monofilia dos anacantoríneos, representados por
Anacanthorus neste estudo, e as relações filogenéticas entre Anacanthorus spp.
corresponderam às relações filogenéticas entre as três linhagens principais de
Serrasalmidae (“pacus”, “Myleus” e “piranhas verdadeiras”). Duas espécies novas de
Anacanthorus foram encontradas e descritas, a primeira nas brânquias de Serrasalmus
maculatus, e a segunda nas brânquias de Myloplus schomburgkii, ambas diferindo de
seus congenéricos principalmente pela morfologia do complexo copulador.
Adicionalmente, novos registros de hospedeiro e geográficos foram fornecidos,
juntamente com novas sequências parciais do gene mitocondrial citocromo c oxidase
subunidade 1 (COI) de espécies de Anacanthorus.