Contaminação de detritos, micro plásticos e químicos no ambiente marinho
precisão de amostragem, contaminantes, organismos marinhos
A cada ano, os impactos provocados por distúrbios antropológicos no meio ambiente crescem
cada vez mais. Os distúrbios são causados pela intensa fabricação e consumo de produtos
sintéticos (plásticos), compostos químicos (pesticidas), mineração e acidentes ambientais
com poluentes. Não obstante, o inadequado manejo de resíduos sólidos, alto crescimento
demográfico, industrial e turístico, falta de políticas públicas de saneamento, geram cenários
favoráveis para contaminação ambiental, em especial nos ambientes marinhos. Áreas
costeiras possuem alto índice demográfico, além de marinas, portos, canais de esgoto e
intensa atividade turística, o que agrava a contaminação por macro e microdetritos e
compostos químicos. Estes contaminantes interagem com a biota, onde diversos grupos de
organismos são impactados fisiologicamente. Dentro desse tema existe uma diversidade de
metodologias aplicadas ao estudo de detritos e microplásticos. A respeito dos detritos, muitas
metodologias utilizadas atualmente são enviesadas, e as análises e resultados são
consequentemente, imprecisos. Desse modo, o Capítulo I deste trabalho explora o uso dos
diferentes tamanhos e números de unidades amostrais (transectos ou quadracts) e o impacto
das análises na precisão da amostra. Percebemos que a escolha e definição do delineamento
amostral reflete diretamente na precisão da amostragem de detritos. Este estudo serve como
base para futuros estudos do tema e a consequente geração de trabalhos e análises mais
precisas, não somente aplicáveis para detritos, como também para MPs. Ainda sobre
métodos, o Capítulo II descreve metodologias aplicadas ao estudo de microplásticos em
crustáceos, sendo um suporte para trabalhos que envolvem MP em invertebrados, pois
apresenta críticas e limitações dos métodos utilizados até o momento. Por fim, como um
estudo de caso, o Capítulo III analisa a contaminação direta dos microplásticos em diferentes
organismos bentônicos da costa do Estado do Rio de Janeiro. A contaminação foi analisada em algas, esponjas e ascídias. Adicionalmente houve uma correlação dessa contaminação microplástica com um grupo de organismos associados, os anfípodes.