Digestibilidade Ileal Estandardizada do Fósforo de Farinhas de Peixe para Frangos de Corte
Metabolismo, perda endógena, método direto.
Determinar a composição química e os coeficientes de digestibilidade ileal estandardizada do fósforo (CdieP) de diferentes farinhas de peixe, pelo método direto. Foram avaliadas três farinhas de peixes, que diferiam entre si pelo teor de proteína bruta (FP 55%, FP 60%, FP 65%). As rações experimentais, semi-purificadas, foram formuladas com amido de milho e açúcar, contendo aproximadamente 10% de cada farinha de peixe e 5g/kg de dióxido de titânio, adicionado em todas as dietas como indicador indigestível. Uma ração purificada à base de amido de milho e açúcar, livre de cálcio e fósforo (RC) foi formulada para determinação das perdas endógenas. Foram alojados 216 frangos da linhagem Cobb 500, em gaiolas metabólicas. As dietas experimentais foram distribuídas em delineamento inteiramente casualizado, em quatro tratamentos, (rações com diferentes farinhas de peixe), nove repetições de seis aves por unidade experimental. As aves receberam a ração experimental por 3 dias, dos 19 aos 22 dias de idade. No 22o dia de idade, as aves foram insensibilizadas em atmosfera controlada, por saturação de CO2, para a coleta do conteúdo ileal. As amostras de digesta ileal e as dietas experimentais foram analisadas para matéria seca, fósforo e titânio. Os Coeficientes de digestibilidade de fósforo das farinhas foram calculados pelo método direto e o valor de digestibilidade da dieta teste foi padronizado como o valor de digestibilidade do ingrediente teste. No método direto, o ingrediente teste é a única fonte de fósforo da dieta, portanto assume-se que a digestibilidade da dieta é a digestibilidade do ingrediente teste. Os dados de desempenho, de digestibilidade aparente das dietas e dos CdieP foram submetidos a análise de variância ao nível de significância de 5%, e quando significativos submetidos ao teste Tukey. As perdas endógenas com o uso da dieta purificada foram determinadas em 190,4 mg de P/kg de matéria seca ingerida (MSi). Os coeficientes de digestibilidade ileal estandardizada de fósforo (CdieP) diferiram entre as farinhas de peixe avaliadas, sendo de 67,96%, 79,22% e 82,12%, respectivamente, para a FP 55%, FP 60% e FP 65%. O método direto foi adequado para a determinação da digestibilidade ileal de fósforo das farinhas de peixes, devido a menor necessidade de animais, análises e recursos. As farinhas de peixes apresentaram valores elevados de digestibilidade de fósforo, desse modo, consiste numa excelente fonte de fósforo em rações de frangos de corte. O valor de digestibilidade do fósforo foi superior nas farinhas de maior valor proteico, validando a necessidade de utilizar o conceito de digestibilidade do fósforo na composição de ingredientes e na formulação de rações de frangos de corte.