Avaliação Metabólica e in vitro da Dieta Completa Extrusada para Equinos Atletas
Balanço hídrico, balanço de nitrogênio, cavalos, energia, digestibilidade.
Objetivou-se determinar a digestibilidade aparente dos nutrientes (CDap), estimar a energia metabolizável (EM), proteína digestível (Pdig), balanço hídrico (BH), balanço de nitrogênio (BN), o padrão fermentativo, degradação da matéria seca e pH de três dietas experimentais para cavalos atletas em treinamento. O ensaio foi conduzido no Laboratório de Avaliação de Desempenho de Equinos – LADEq/UFRRJ, localizado na Escola de Equitação do Exército (EsEqEx) em Deodoro/RJ, no Laboratório de Pesquisas em Saúde Equina – EQUILAB e no Laboratório de Bromatologia do Instituto de Zootecnia – LABNUTRI/UFRRJ. O projeto foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais sob n°6062121118. Foi realizado um delineamento inteiramente casualizado, onde foram avaliadas as variáveis em função dos tratamentos (dietas experimentais). Utilizou se 12 equinos atletas machos adultos com peso vivo (PV) médio de 481 Kg, escore corporal entre 4,5 e 5,5 e idade entre 8 e 15 anos. As dietas experimentais avaliadas foram: dieta controle (CON) - constituída por ração peletizada comercial e feno de Coastcross, dieta completa extrusada (DCE) e a DCE associada ao feno de Coastcross fornecido em pequenas quantidades dentro de bolsas, como enriquecimento ambiental (ENR). As dietas foram fornecidas para suprir as exigências nutricionais de cavalos atletas em atividade intensa, os animais consumiram de 1,8 a 2,0% do seu PV em Kg de matéria seca (MS). O ensaio de metabolismo durou três dias e foi conduzido utilizando o método de coleta total de fezes, coleta total de urina, controle do consumo e da ingestão de água no período de 24 horas. Utilizaram-se coletores de borracha para a coleta da urina. Foram realizadas quatro coletas de urina e de fezes em ciclos de seis horas e o controle de ingestão de água a cada duas horas. Para o ensaio de fermentação in vitro, realizou-se um delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. Os tratamentos foram os substratos incubados: DCE, feno de Coastcross (controle) e o volumoso que compõe a DCE antes da extrusão. Foram incubadas seis réplicas (frascos) por tratamento, totalizando 18 frascos por amostra. Foram utilizados três equinos com PV médio de 450Kg como doadores de inóculo fecal, mantidos em piquetes e alimentados com DCE e feno de Coastcross. Os dados foram submetidos á análise de variância utilizando o procedimento MIXED do software SAS. As médias das variáveis de CDap dos nutrientes, BH, BN e metabolismo da proteína foram comparadas entre os três tratamentos utilizando – se o teste de Tukey. A significância foi utilizada quando o valor P < 0,05. Foi observada diferença significativa para as variáveis analisadas da fermentação in vitro. Não houve efeito significativo dos tratamentos nos coeficientes de digestibilidade aparente dos nutrientes. No balanço de nitrogênio, não houve diferença significativa para nenhuma variável avaliada. O consumo de proteína bruta (p = 0,0346) foi maior para os animais do grupo CON (1307g/dia) quando comparado ao grupo ENR (1169g/dia), mas não houve diferença significativa entre os tratamentos que continham DCE na dieta. No balanço hídrico, a variável água excretada pela urina apresentou diferença significativa (p=0,02887), a excreção foi maior nos animais que consumiram 100%DCE (7,26L/dia) e menor para os animais do tratamento CON (3L/dia). Embora o consumo de fibra dietética tenha sido similar para os três tratamentos, o tratamento onde houve fornecimento de forragem in natura, apresentou menor excreção de água pela urina e maior excreção de água pelas fezes. Os animais do ensaio não apresentaram distúrbios metabólicos, entretanto, são necessários mais estudos relacionados aos efeitos do consumo de DCE em longo prazo.