Banca de DEFESA: GUILHERME ALVES DO VAL

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GUILHERME ALVES DO VAL
DATA : 25/07/2019
HORA: 09:00
LOCAL: INSTITUTO DE ZOOTECNIA DA UFRRJ
TÍTULO:

Avaliação da Tithonia diversifolia sob diferentes alturas de resíduo


PALAVRAS-CHAVES:

Composição Química, Fracionamento, Valor Energético


PÁGINAS: 31
RESUMO:

O objetivo do presente estudo foi avaliar o comportamento produtivo e composição químico-bromatológica da Tithonia diversifolia manejada em diferentes alturas de resíduo. O experimento foi conduzido no Instituto de Zootecnia da UFRRJ, em Seropédica-RJ, de 09/07/2018 a 18/04/2019. Foi realizado preparo prévio da área experimental com distribuição de calcário, aração e gradagem 60 dias antes do plantio, além de adubações, no momento do plantio e 60 dias após. O plantio foi realizado com estacas de 30cm de comprimento, sendo dois terços na terra e um terço fora, em áreas experimentais dispostas em 3 blocos completamente casualizados. Os blocos foram divididos em oito parcelas de 3,0 x 3,5m, totalizando 112m² por bloco, onde foram alocados quatro tratamentos (alturas de resíduo), 20, 40, 60 e 80cm. O delineamento experimental foi em blocos completamente casualizados em esquema de parcelas subdivididas com duas repetições por bloco. As avaliações foram realizadas a cada 57 dias, onde realizou-se a mensuração das alturas das plantas em cada parcela, em área útil e central de 4m², com posterior coleta da massa verde. A massa coletada foi direcionada para o laboratório onde determinou-se produtividade de massa verde e seca, taxa de crescimento, composição morfológica, relação folha:haste, MS, PB, MM, EE, EB, FDN, FDNcp, FDA, PIDA, PIDN, fracionamento de carboidratos e proteínas, NDT, ED, EMP e EML. Os dados foram submetidos a análise de homogeneidade, normalidade, ANOVA e Teste de Tukey à 5% de significância, através do software estatístico R. Houve efeito de tratamento e de mês para H e TC (p<0,05) e mês para RFH (p<0,05). Observou-se maiores valores de H para as maiores alturas de resíduo, porém as TC foram maiores para os tratamentos de menor altura, resultado de maior alongamento de haste. A PMV, PMS, AMV e AMS não foram influenciadas pelo tratamento (p>0,05), apenas para mês (p<0,05). Verificou-se que os maiores valores foram resultantes dos meses de maior pluviosidade e temperatura. Houve efeito do tratamento (p<0,05) para PB, FDN e FDA, e efeito de mês (p<0,05) para MS, PB, MM, EE, FDN, FDA e LIG. Os menores valores de MS foram observados nos meses de menor pluviosidade, provavelmente devido ao menor tugor nas células vegetais. A PB foi maior para os tratamentos de maior altura de resíduo, provavelmente devido à maior quantidade de folha na composição do material analisado e para os meses com menor conteúdo de parede celular, principalmente LIG. O teor de MM está de acordo com os reportados pela literatura, pois a família Asteraceae possui a capacidade de acumular sais inorgânicos em suas folhas. O EE foi similar em todos os tratamentos, sendo um componente estável. Mas as possíveis variações foram devidos as condições climáticas, e a resposta da T. diversifolia de maior quantidade de lipídios foi para proteção. Os teores de FDN e FDA obtiveram o mesmo comportamento, observando menores teores nos tratamentos de maior altura de resíduo, possivelmente pela RFH que foi maior nestes tratamentos. O aumento da quantidade de FDN, FDA e LIG entre os meses podem ser devidos a possíveis hastes mais lignificadas próximo a região de corte de cada tratamento. Dentro das condições estudadas, o tratamento de 20cm demostrou ser o melhor manejo de altura de resíduo, devido aos valores nutricionais e de produtividade, além de realiza-se o maior aproveitamento do material a campo.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DOMINGOS SAVIO CAMPOS PACIULLO - EMBRAPA
Externo à Instituição - FÁBIO TEIXEIRA DE PÁDUA - IFRJ
Presidente - 387749 - JOAO CARLOS DE CARVALHO ALMEIDA
Notícia cadastrada em: 15/07/2019 12:40
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