Biotecnologias Aplicadas a Reprodução de Peixes: Produção de Ginogenético Mitótico
Aquicultura, conservação, embriologia, manipulação cromossômica, linhagem pura.
ALVES, Andreoli Correia. Biotecnologias Aplicadas a Reprodução de Peixes: Produção de Ginogenético Mitótico. 2021. 70 p. Dissertação (Mestrado em Zootecnia). Instituto de Zootecnia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ. 2021. Biotecnologias aplicadas à reprodução são importantes ferramentas para o incremento de sistemas produtivos e estudos de conservação e manutenção de espécies ameaçadas de extinção. Os pacotes tecnológicos são constituídos por diversas técnicas, e entre elas, destaca-se a ginogênese, processo de reprodução uniparental de herança genética exclusivamente materna. Através da ginogênese, é possível obter lotes monossexuais de 100% fêmeas em espécies com sistema de determinação sexual XY, linhagens clonais e aplicação em estudos que elucidam os mecanismos de determinação sexual em peixes. Diante disso, o presente trabalho foi conduzido com o objetivo de estabelecer um protocolo de ginogênese mitótica em Astyanax altiparanae. Para isso, foram estabelecidos quatro tratamentos: Oócitos fertilizados com sêmen normal (controle diploide), oócitos fertilizados com sêmen irradiado em câmara UV para inativação do material genético paterno sem aplicação de choque térmico (ginogenético haploide), oócitos fertilizados com sêmen irradiado e com aplicação de choque 24 minutos pós fertilização (mpf) (ginogenético diploide) e oócitos fertilizados com sêmen normal com aplicação de choque térmico aos 24 mpf (tetraploide). As taxas de fertilização e sobrevivência foram verificadas nos principais estágios do desenvolvimento embrionário (clivagem, blástula, gástrula, segmentação e eclosão), assim como a porcentagem de larvas normais e anormais. As larvas recém eclodidas (máximo de 20 amostras de cada tratamento por repetição) de todos os tratamentos tiveram a ploidia confirmada por citometria de fluxo e citogenética. Os resultados prévios apontam que a irradiação e choque térmico reduziram significativamente a sobrevivência no estágio de eclosão (26,50 ±2,50%, P= > 0,05), taxa de larvas normais (36,62 ± 3,42%, P= 0,08), aumento na taxa de larvas anormais (63,38 ± 3,42%, P=0,07) e 98,64% do total eclodido se confirmaram larvas ginogenéticas mitóticas. No tratamento para indução a tetraploidia, foi observada uma taxa de eclosão de 17,8 ± 4,11% (P= 0,01) com 10,64 ± 4,27% de larvas normais e 6,74± 2,52% de larvas anormais, e 37,25% do total de larvas eclodidas tetraploides.