Digestibilidade ileal verdadeira do fósforo de fosfatos bicálcicos em dietas para frangos de corte
Fósforo digestível, fontes de fósforo, regressão.
COSTA, Gleyce Lopes da. Digestibilidade ileal verdadeira do fósforo de fosfatos bicálcicos em dietas para frangos de corte. 2021. 50 f. Dissertação (Mestrado em Zootecnia). Instituto de Zootecnia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2021. É provável que a digestibilidade varie em função da origem do ingrediente mineral e da sua estrutura química, granulometria e solubilidade, assim, o objetivo deste trabalho foi determinar a digestibilidade ileal do fósforo de três fosfatos bicálcicos, em dietas para frangos de corte pelo método de regressão. Para determinação dos coeficientes de digestibilidade ileal verdadeiro do fósforo (DIvP) foi realizado um ensaio de metabolismo com coleta de conteúdo ileal. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 x 2 +1, sendo 3 ingredientes (fosfato 1, fosfato 2 e fosfato 3) e 2 valores de inclusão, e 1 dieta basal, com 6 repetições por tratamento e 6 aves por unidade experimental, totalizando 252 aves. Foram formuladas 6 dietas a base de milho e farelo de soja com inclusão gradual dos ingredientes teste. Cada ingrediente teste teve dois valores de inclusão 0,075 e 0,15% para alcançar níveis crescentes de P. No método de regressão são utilizados 2 níveis de inclusão para cada ingrediente teste mais o resultado da dieta basal, que terá 0 de inclusão dos ingredientes teste. O dióxido de titânio foi adicionado às rações experimentais em 0,5%, como indicador indigestível. As aves foram alocadas em gaiolas de metabolismo aos 15 dias de idade, sendo alimentadas a partir do 17° dia, com as dietas experimentais. No 22° dia de vida, todas as aves foram abatidas para posterior coleta do conteúdo ileal. Os coeficientes de digestibilidade ileal aparente do fósforo das dietas experimentais variou entre 48,9 a 54,3%. Não foi encontrada interações significativas entre o nível de fosforo e fonte utilizada para os coeficientes de digestibilidade ileal aparente do fósforo (P>0,05). A digestibilidade ileal aparente do fósforo não foi significativamente afetada pelo nível de fósforo (P> 0,05), mas sim pelas fontes de fósforo (P<0,05). A dieta com o fosfato bicálcico 2(FB2) apresentou a maior digestibilidade de P, enquanto a dieta com FB3 apresentou digestibilidade intermediária e a dieta com FB1 apresentou a menor digestibilidade (P<0,05). A digestibilidade ileal verdadeira do fósforo dos fosfatos FB1, FB2 e FB3 foi determinada em 36,39, 48,97 e 35,53% respectivamente. As perdas endógenas de P para FB1, FB2 e B3 foi de 0,66, 0,27 e 0,76 (g/KgMSi) respectivamente. A maior digestibilidade encontrada no presente estudo foi do fosfato bicálcico 2 (FB2) 48,97%. Embora não tenha sido encontrada diferenças significativas, quando comparado a digestibilidade dos diferentes fosfatos em si, o FB2 foi o que gerou melhor digestibilidade desse fosfato, quando comparados aos FB1 e FB3. A comparação do coeficiente de regressão dos fosfatos bicálcicos utilizados determinados pela análise de covariância não foi encontrada diferenças significativas entre a digestibilidade ileal de fósforo dos fosfatos (P>0,05) utilizados. Logo, pode-se afirmar que os coeficientes de inclinação da reta são iguais entre os fosfatos. Uma forte relação linear entre conteúdo de fósforo digestível e o conteúdo de fósforo total da dieta, indicam que o método de regressão pode ser utilizado para a estimativa da digestibilidade verdadeira do fósforo do fosfato bicálcico (R2 = 0,9614, 0,9928 e 0,9114. A comparação dos resultados com as fontes de P aqui estudadas e os valores da literatura sugerem que os detalhes metodológicos, relação Ca:P e influência da dieta basal podem ter grande efeito na digestibilidade do P, sendo necessária uma padronização adicional do protocolo para alcançar uma melhor comparabilidade dos resultados. Os resultados apontam que pode ser utilizado um valor representativo de digestibilidade do fósforo de diferentes fosfatos bicálcicos.