Microbiota fecal de potros no pós-desmame
Crescimento; equinos; microbiota.
ARAÚJO, Layanne Sthefany de Andrade. Microbiota fecal de potros no pós-desmame. 76p. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal). Instituto de Zootecnia. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2021.Esta pesquisa tem por objetivos descrever o perfil de microrganismos presentes nas fezes de potros desmamados; descrever e avaliar a diversidade de microrganismos no pós-desmame dos potros; identificar a microbiota utilizando sequenciamento da nova geração; avaliar se há diferenças na diversidade dos microrganismos fecais de equinos e muares; e avaliar os efeitos dos tipos de forrageiras sobre microbiota fecal dos potros. A pesquisa foi conduzida em delineamento inteiramente casualizado em arranjo fatorial 2x3x2, sendo: 1º fator – potros Equus caballus e os potros híbridos muares Equus caballus x Equus asinus; o 2º fator – pastagens com os cultivares Coast Cross, Florakirk e Tifton 85; 3º fator – períodos I (Período inicial de pastejo) e II (Período final de pastejo). Foram utilizados 12 potros recém-desmamados, sendo seis equinos da raça Mangalarga Machador e seis muares de Jumento Pêga e éguas mestiças. Os potros foram mantidos em piquetes, em manejo rotacionado nas pastagens de Cynodon dactylon: Coast Cross, Florakirk e Tifton 85, sendo rotacionado para um novo piquete a cada 20 dias, durante quatro meses. Realizou-se seis coletas de amostras fecais dos animais e duas coletas das pastagens ao final de cada período experimental para análises bromatológicas. Utilizou-se técnicas dependentes de cultivo microorganismos nas contagens de bactérias com funções fibrolíticas. As extrações do DNA total foram feitas nas amostras fecais e procedido o sequenciamento Illumina Miseq. As análises bioinformáticas foram conduzidas com os dados brutos do sequenciamento obtendo-se as abundâncias relativas dos diferentes níveis taxonômicos, os índices de riqueza Chao 1 e de diversidade Shannon e Simpson. Avaliou-se a distribuição da OTUs e comparou-se os grupos dos tratamentos através do Lefse. As variáveis de desempenho corporal, contagens bacterianas de Streptococcus, Lactobacillus, bactérias anaeróbicas totais e celulolíticas e abundâncias relativas dos diferentes níveis taxonômicos foram submetidas à análise de variância. Os potros equinos e muares apresentaram diferenças nas abundâncias relativas nos níveis taxonômicos, no número de OTUs e índices de diversidade de Shannon e Simpson, nas contagens microbiológicas de Streptococcus e Lactobacillus e no pH das amostras fecais. As pastagens do gênero Cynodon também proporcionaram diferenças nas abundâncias relativas, no número de OTUs e índice de riqueza de Chao 1, nas contagens de anaeróbicos totais, no pH fecal e nas medidas de desempenho dos potros.