Banca de DEFESA: RAFAEL CARVALHO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAFAEL CARVALHO DA SILVA
DATA : 29/10/2021
HORA: 09:00
LOCAL: INSTITUTO DE ZOOTECNIA
TÍTULO:

Efeito Anestésico e Toxicidade Aguda do Óleo Essencial de Citrus sinensis em Betta splendens


PALAVRAS-CHAVES:

Bem-estar, Laranja, Peixes ornamentais, Transporte.


PÁGINAS: 41
RESUMO:

O óleo essencial de Citrus sinensis (OECS) apresenta propriedades sedativas e anestésicas, constituindo assim, uma alternativa aos anestésicos sintéticos comumente usados em aquicultura. O peixe beta Betta splendens é conhecida pela sua beleza, de grande variedade de conformações corporais e cores, e também pela agressividade demarcada em machos adultos da espécie. Desta forma, este trabalho teve o objetivo de estudar a toxicidade aguda do óleo essencial de Citrus sinensis em Betta splendens, os tempos de indução e de recuperação da anestesia, sua ação sobre o comportamento agonista de machos adultos e seus efeitos no transporte coletivo de machos desta espécie. No teste de toxicidade aguda para 48h de exposição, foram testadas as concentrações 0 + 540 μL L−1 de etanol (controle), 20, 30, 40, 50 e 60 μL L−1 de OECS, com seis repetições cada. Em seguida, foi realizado um ensaio para avaliar os tempos de indução e recuperação da anestesia (N=6), onde foram avaliadas as concentrações 0 + 2700 μL L−1 de etanol (controle), 25, 50, 100, 150, 200, 250 e 300 μL L−1 do OECS, com seis repetição para cada tratamento. A avaliação do comportamento agonista entre machos de B. splendens expostos ao OECS foi realizada através da exposição dos animais ao OECS durante encontros agonísticos, sendo avaliadas as concentrações 0 + 270 μL L−1 de etanol, 10, 20 e 30 μL L−1 de OECS, com seis repetições para cada tratamento. Para o ensaio de transporte por 6h, foram usadas as concentrações de 0,0 ou 20 μL L−1 de OECS, com quatro repetições cada, e tais dosagens foram definidas com base nos ensaios anteriores. Nesse estudo, foi ainda feita a coleta de brânquias para avaliar possíveis danos histológicos durante a exposição ao OECS durante o período de transporte. Em relação ao teste de toxicidade aguda do OECS os resultados mostram que a CL50 48h de OECS foi calculada em 49,17 μl L-1. No experimento de indução com o OECS, os peixes atingiram diferentes estágios anestésicos, e não foram observadas mortalidades durante a indução ou recuperação dos peixes. Foram requeridas concentrações de OECS a partir de 250 μL L−1 para induzir o B. splendens à anestesia em um tempo adequado, cerca de 3,3 minutos. A adição do OECS na água de transporte de B. splendens machos permitiu que, ao final do transporte com o produto, os animais mantivessem seu estado corporal, sem nenhum dano aparente externo causado pelo comportamento agonista, diferentemente dos animais transportados em apenas água, que se apresentaram mais agitados, exibindo alterações de cor e com nadadeiras danificadas, causadas por disputas entre os animais. Os resultados evidenciaram que o OECS apresenta potencial para atuar como agente redutor da agressão nesta espécie. Nenhuma alteração histológica foi observada nas brânquias dos peixes expostos a 20 μl L-1 do OECS durante o transporte. Assim, conclui-se que a LC50 em 48h do óleo essencial de Citrus sinensis é de 49,17 μl L-1. O óleo essencial de Citrus sinensis mostrou-se um anestésico eficaz e seguro para o B. splendens. Além disso, a concentração de 20 μl L-1 do óleo essencial de Citrus sinensis é recomendada para o transporte coletivo de machos desta espécie, uma vez que nenhuma alteração a nível histológico foi observada nos peixes expostos a esta concentração.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - JANE MELLO LOPES - UFMA
Presidente - 2376201 - LEONARDO ROCHA VIDAL RAMOS
Interno - 3067308 - MATHEUS PEREIRA DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 15/10/2021 12:55
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node4.ufrrj.br.producao4i1