Estratégias para Recuperação e Reforma de Pastagem Degradada de Urochloa decumbens na Zona da Mata de Minas Gerais
Calagem e adubação de pastagens. Composição morfológica. Densidade do solo. Massa e acúmulo de forragem. Relação folha: colmo. Resistência do solo a penetração. Valor nutritivo da forragem. Variáveis químicas do solo.
DIAVÃO, Jaciara. Estratégias para recuperação e reforma de pastagem degradada de Urochloa decumbens na Zona da Mata de Minas Gerais. 2022. 102p. Tese (Doutorado em Zootecnia). Instituto de Zootecnia, Departamento de Nutrição Animal e Pastagens, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2022. O objetivo do presente estudo foi avaliar diferentes estratégias de adubação para recuperação e reforma de pastagem degradada nas variáveis químicas e físicas do solo, estrutura do dossel, massa, acúmulo e valor nutritivo da forragem. Foram utilizados cinco tratamentos com quatro repetições (blocos) cada. Os tratamentos foram: controle (T1) – pastagem degradada de Urochloa decumbens sem adubação; T2 – aplicação superficial de calcário; T3 – aplicação superficial de calcário e adubação fosfatada; T4 – as ações aplicadas ao T3 somadas às adubações com nitrogênio e potássio; T5 – as ações aplicadas ao T4 associadas à reforma com implantação de Megathyrsus maximus cv. BRS Quênia. Para as variáveis químicas e físicas do solo, também foram testados os efeitos de profundidades do solo (0 a 5, 5 a 10, 10 a 20 e 20 a 40 cm). Todas as variáveis foram analisadas sob delineamento de blocos completos casualizados, sendo aquelas químicas e físicas do solo sob arranjo de parcelas subdivididas com os tratamentos na parcela e as profundidades do solo na subparcela, e as demais variáveis de dossel e forragem sob medidas repetidas no tempo em cinco estações do ano (verão 1, outono 1, primavera 1, verão 2 e outono 2). Os dados foram analisados pelo SAS® sob suprocedimentos específicos para as variáveis estudadas. Maiores teores de Ca, Mg, K S, V e carbono orgânico foram obtidas na menor profundidade (0 a 5 cm). Menor densidade do solo, diâmetro médio ponderado e diâmetro médio geométrico foram obtidas na maior profundidade. Maior resistência do solo à penetração foi obtida na profundidade de 15 a 20 cm. Maior teor volumétrico de água de solo foi obtida no verão. Houve efeito de interação entre tratamento e estação do ano para as variáveis de estrutura do dossel, massa, acúmulo e valor nutritivo da forragem. Maior altura, menor intervalo entre cortes, melhor relação folha: colmo, maior FDN, PB e DIVMS e menor índice de clorofila SPAD foram obtidos para o tratamento com a cultivar BRS Quênia (T5). Maior massa de forragem total acumulada foi observada para T5 e T4 nas estações outono 1 (+ 1376 kg ha-1), verão 2 (+ 1352 kg ha-1) e outono 2 (+ 913 kg ha-1), além de superioridade de 2368 kg ha-1 e 3984 kg ha-1 para o T5, em relação aos demais tratamentos, nas estações verão 1 e primavera 1, respectivamente. A utilização de calcário, associado às adubações fosfatadas, nitrogenadas e potássicas não promove alterações das variáveis físicas do solo. No entanto, essas associações melhoraram todas as propriedades químicas, principalmente na menor profundidade do solo (0 a 5 cm). A associação entre aplicação de calcário e adubação de manutenção com NPK afeta positivamente a recuperação de pastagem degradada de U. decumbens, promovendo aumento da produção e acúmulo de forragem, e a reforma dessa pastagem com implantação de M. maximus cv. BRS Quênia, promoveu maior produção e acúmulo de forragem, além de melhor composição morfológica, com melhor valor nutritivo da forragem, quando comparadas às demais estratégias de recuperação de pastagens degradadas de Urochloa decumbens.