EDUCAÇÃO ESPECIAL EM PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO ONLINE
Educação Especial; Formação Docente; Educação Online; Cibercultura
Esta pesquisa investiga de que maneira os conhecimentos construídos durante a formação continuada Lato Sensu em Educação Especial e Inovação Tecnológica, em parceria da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (SECTI) e a Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Fundação CECIERJ), articulados aos fenômenos da cibercultura em perspectiva da Educação Online, podem contribuir para o desenvolvimento da autonomia de pessoas com deficiência, além de ressignificar a prática docente de sua professora-pesquisadora. Fundamentada nos pressupostos da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e da Ciberpesquisa-formação, a pesquisa compreende a inclusão escolar como um processo que pressupõe a identificação e o enfrentamento das barreiras que atravessam a participação, a aprendizagem e a autonomia dos estudantes. Adotando uma abordagem qualitativa, configurando-se como um estudo autoetnográfico desenvolvido em uma escola da rede pública municipal de Nova Iguaçu, a pesquisa reconhece a professora-pesquisadora como praticante cultural implicada nos processos investigativo, formativo e pedagógico. Como dispositivo estruturante da autoetnografia, a produção dos dados ocorrerá por meio do diário online, das narrativas e imagens produzidas no cotidiano da pesquisa e dos artefatos digitais decorrentes das práticas pedagógicas desenvolvidas, possibilitando registrar experiências, acontecimentos, reflexões e sentidos produzidos pela professora-pesquisadora para a emergência das noções subsunçoras. Ao final da pesquisa, espera-se compreender como os conhecimentos construídos no processo de formação continuada e as práticas desenvolvidas podem contribuir para o enfrentamento das barreiras presentes no cotidiano escolar, ampliando as possibilidades de participação, aprendizagem e autonomia de pessoas com deficiência, favorecendo a reflexão e a ressignificação da prática da professora-pesquisadora.