A INTRODUÇÃO DE UMA NOVA CADEIA PRODUTIVA EM UM TERITÓRIO MONTANO, SEU POTENCIAL DE TRANSFORMAÇÃO DA REALIDADE E AS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A GERAÇÃO DE IMPACTOS POSITIVOS NO CAPITAL SOCIAL LOCAL: O CASO DA UVA NA REGIÃO SERRANAFLUMINENSE.
Desenvolvimento Territorial; Capital Social; Empreendedorismo; Territórios de Montanha; Políticas Públicas.
A Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, marcada por ecossistemas de elevada vulnerabilidade ambiental e complexidade topográfica, enfrenta o desafio histórico de conciliar o crescimento econômico com a conservação de seu capital natural. Diante da dependência de ciclos agrícolas tradicionais com pouca integração tecnológica, a introdução recente da cadeia produtiva da vitivinicultura surge como uma matriz exógena que impõe alta intensidade de capital e riscos elevados. O problema central desta investigação reside em compreender de que maneira essa nova dinâmica produtiva impacta e transforma as relações locais em territórios de montanha. Diante disso, o objetivo geral deste estudo é analisar, de forma comparativa, como a introdução da vitivinicultura contribui para o incremento do capital social e a promoção do desenvolvimento territorial sustentável nos municípios da região. A pesquisa justifica-se teoricamente pela necessidade de preencher uma lacuna metodológica sobre como a atuação de um "Estado Empreendedor" e a formulação de políticas públicas de fomento podem guiar a intervenção estatal sem prejudicar o livre mercado, utilizando os conceitos de inovação e ecodesenvolvimento para demonstrar que redes de confiança e reciprocidade são ativos determinantes para a retenção de valor regional. Como resultados esperados, a pesquisa pretende gerar um diagnóstico da governança intersetorial da região e propor, como entrega final, uma base teórica de conhecimento e a sugestão de um modelo de atuação para o poder público que estimulem o empreendedorismo inovador, gerando parâmetros eficazes para mitigar asfragilidades e potencializar o desenvolvimento territorial.