CORPOS (IN)CONFORMADOS: As artistas mulheres no Instagram e o Capital de Visibilidade
gênero; surrealismo; visibilidade; algoritmos.
O trabalho examina a interseção da tecnologia, gênero e ativismo, evidenciando a persistência da masculinidade na prática artística e analisando o papel das redes sociais, especialmente o Instagram, na configuração da visibilidade e representação dos corpos. Questiona a preponderância dos algoritmos na definição contemporânea de arte, explorando a fusão crescente entre surrealismo e tecnologia generativa. Ampliando a discussão para a extensão da Inteligência Artificial no Antropoceno, destaca a necessidade de uma abordagem ética com olhar ciborgue. O texto descreve a dinâmica nas redes sociais onde os usuários desempenham papéis híbridos de produtores e consumidores, contribuindo para espetacularização constante do eu. Enfatiza a estetização do cotidiano, explorando a ciber-flânerie e a participação consciente e inconsciente nas personalizações algorítmicas.
A estética "instagramável" é contrastada com o surrealismo, que transforma o grotesco em graça, desafiando as normas emocionais e destacando a importância do Instagram na estilização visual e na formação de identidades estéticas. O texto aborda a transição do dispositivo disciplinar para o dispositivo de eficácia, analisando a influência neoliberal na formação de normas e destacando a competição como elemento central.