“RURALINA É REVOLUÇÃO": INSEGURANÇA, VIOLÊNCIAS DE GÊNERO E DEMANDAS POR SEGURANÇA NA UFRRJ
Violência de gênero; Universidade; Administração de conflitos.
ROSA, Iris de Macedo. Projeto “Ruralina é Revolução: insegurança, violências de gênero e demandas por segurança na UFRRJ”. 2019. 120 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais). Instituto de Ciências Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ. 2019.
Essa dissertação visa compreender a dinâmica do processo administração de conflitos relativos à gestão da violência de gênero no campus de Seropédica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (entre os anos de 2011 a 2016), pela via institucional – Reitoria e seus órgãos - e não institucional – discentes, movimentos, coletivos. Busca-se compreender através da cobertura midiática como a segurança nas Universidades, em particular a violência gênero, ganhou visibilidade na imprensa e no meio acadêmico, entrando de modo efetivo na agenda pública de debates. Espera-se demonstrar que o debate não está apenas na UFRRJ Seropédica, mas também em outras Universidades pelo país. Investiga quais fatores não só possibilitaram como fomentaram as denúncias em torno da violência contra a mulher virem à tona; e a mobilização do público feminino dentro da Universidade. A pesquisa apresenta também a Divisão de Guarda e Vigilância da UFRRJ - suas competências, atribuições e desafios –, órgão que cotidianamente é o primeiro a representar a administração superior no que tange as situações de violência no campus. Serão apresentados dados de incidência criminais e de violência contra a mulher no campus de Seropédica da UFRRJ a fim de compreender o fenômeno da violência contra a mulher no campus de Seropédica da UFRRJ. O trabalho analisou o PAD 23083.008670/2012-49 referente à tentativa de estupro sofrida por uma aluna da UFRRJ no alojamento universitário no ano de 2012. A fim de observar a presença de elementos que fazem parte da construção de identidades e das relações de gênero em um caso limite. Parte-se do entendimento que o PAD constitui um campo de disputa entre as via institucional e não institucional envolvidas no conflito em torno da violência de gênero na UFRRJ. A metodologia escolhida para este trabalho é de natureza qualitativa e faz uso de procedimentos quantitativos. Chegou-se ao entendimento que a violência de gênero representa na UFRRJ um campo de disputa entre atores que buscam resignificar práticas até então não percebidas como violên