Banca de DEFESA: SANDRA REGINA ARAÚJO DE ALMEIDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SANDRA REGINA ARAÚJO DE ALMEIDA
DATA : 27/05/2019
HORA: 14:00
LOCAL: CPDA-UFRRJ
TÍTULO:

A recepção do Pensamento Pan-Africanista no Brasil: A coluna O Mundo Negro
em O Clarim d’Alvorada


PALAVRAS-CHAVES:

Pan-Africanismo, Pensamento Social Brasileiro, Movimento Negro, imprensa negra


PÁGINAS: 99
RESUMO:

O objetivo dessa dissertação é pesquisar a recepção do Pan-Africanismo no Brasil, pelos intelectuais do
movimento social negro e da imprensa negra, que vieram a contribuir com o pensamento social no Brasil.
Investigar os intelectuais da imprensa negra brasileira paulista da década de 20 a 30, que permitiu
promover um diálogo entre o Pensamento Pan-Africano e a realidade nacional brasileira, qual nega o
racismo no discurso, porém na prática o mesmo se apresenta estruturalmente arraigado em nossa
sociedade. O movimento fundado pelo PanAfricanismo gerou um debate entre continentes e intelectuais
das mais diversas áreas de atuação profissional. Desde espaços culturais ao político. Os intelectuais negros
produziram um conhecimento a partir da África e da periferia, para compreender e explicar o poder que o
processo escravista e colonizador provocou sobre as populações subjugadas. No Brasil, o movimento
PanAfricanista foi divulgado pelos intelectuais da imprensa negra após articulações entre jornalistas da
imprensa negra dos EUA com a o Brasil. Os intelectuais negros que atuavam nos EUA enxergavam no
Brasil uma suposta democracia racial que lhes interessavam investigar. Porém no Brasil, eram tomados
por recepções carregadas de racismo, o que denunciava como falsa a democracia racial. No Brasil a
imprensa negra teve um papel difusor da luta contra o racismo, nesse sentido busquei no jornal O Clarim
D’Alvorada, e na pessoa de José Correia Leite, a recepção do Pensamento PanAfricano. Mais
precisamente na coluna O Mundo Negro, onde justamente os textos implicavam no diálogo entre o Pan-
Africanismo e a questão racial brasileira, e muitas vezes consistiu exatamente na tradução dos artigos de

Marcus Garvey. No Brasil o discurso em torno da existência da democracia racial mascarava o conflito,
que nunca deixou de ser um problema político/social e nem um objeto de interesse sociológico. No início
do século XX, após as primeiras décadas de abolição da escravatura, a situação do negro ainda era de
miséria e de grande exclusão social, com os negros destinados à marginalidade, em empregos subalternos,
sem acesso à educação e vivendo em condições paupérrimas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - AMILCAR ARAUJO PEREIRA - UFRJ
Interno - 1715840 - LUENA NASCIMENTO NUNES PEREIRA
Presidente - 1691203 - MARCO ANTONIO PERRUSO
Notícia cadastrada em: 20/05/2019 12:25
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