Banca de DEFESA: GIULIA ESCURI DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GIULIA ESCURI DE SOUZA
DATA : 29/04/2021
HORA: 10:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

“NOSSOS FILHOS TÊM MÃES”: as agências das mães e familiares de vítimas de violência do Estado na Baixada Fluminense


PALAVRAS-CHAVES:

Baixada Fluminense; Maternidade; Parentesco; Luto; Dor; Violência Estatal; Mães e familiares de vítimas de violência do Estado


PÁGINAS: 120
RESUMO:

Este trabalho explora as relações entre território, dor, sofrimento e parentesco manejadas pelas mães e familiares de vítimas de violência do Estado na Baixada Fluminense. Debruçada sobre o tema da violência praticada por agentes do Estado, que compreende policiais militares e também grupos de extermínio e milícias, analiso as mobilizações de mulheres familiares das vítimas. As mães Luciene Silva, Nivia Raposo, Ilsimar de Jesus, Elisabete Farias, Maria e Rozinete Santana e a irmã Silvania Azevedo, integrantes da Rede de Mães e Familiares de Vítimas de Violência do Estado na Baixada Fluminense, são as principais interlocutoras desta pesquisa. Através de atos protagonizados pela Rede que foram acompanhados em 2019 e de entrevistas virtuais concedidas por essas mulheres no fim de 2020 e início de 2021, percebo categorias centrais para um estudo a cerca dessas agências femininas que seguem um evento crítico. Desse modo, trabalhei a especificidade da atuação do coletivo de mães e familiares no território da Baixada Fluminense, que além de ser historicamente associado ao estigma da criminalidade, convive com a exaltação de grupos poderosos responsáveis pelo assassinato, em massa, de jovens negros. Em seguida, ao colocar o gênero enquanto elemento central, examino a conexão entre emoções, luto e maternidade na luta por justiça e memória dos mortos. Além disso, também considero os encerramentos nas trajetórias das mães após a morte de um filho e o modo de como suas vidas e seus corpos são afetados pelo sofrimento. Encerro esta dissertação com um estudo sobre o lugar da parentalidade na ausência de filhos e familiares vitimados pelo Estado e o exercício da maternidade em territórios periféricos. Também me interesso em conhecer os meios que as mães têm em se relacionar com um filho que não existe mais em um sentido físico. Dessa maneira, meu trabalho versa sobre categorias que contribuem com estudos sobre o tema, de modo que acrescente percepções sobre a Baixada Fluminense, as dinâmicas individuais e coletivas ante o luto e a manutenção e as transformações na rede de parentesco.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JULIANA DE FARIAS MELLO E LIMA - UNICAMP
Presidente - 1280272 - ALESSANDRA DE ANDRADE RINALDI
Externo ao Programa - 387677 - JOSE CLAUDIO SOUZA ALVES
Interna - 1865097 - MOEMA DE CASTRO GUEDES
Notícia cadastrada em: 13/04/2021 17:45
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