Ser Feminista e se Relacionar com Mulheres: política, afeto e sexualidade em uma perspectiva geracional
Sexualidades, feminismos, diversidade sexual, geração, movimentos sociais
O presente trabalho se propõe a investigar a relação entre o ser feminista e se relacionar afetiva e sexualmente com mulheres, a partir de uma perspectiva geracional. Um conjunto de pesquisas tem apontado que nos últimos anos os movimentos feministas ganharam maior proporção no cenário público e que, paralelo a isso, houve também um aumento no número de pessoas que se identificam como lésbicas, bissexuais e trans entre suas militantes, sobretudo entre as mais jovens. Entendendo que o processo de politização promovido pelos feminismos leva a uma problematização dos padrões de comportamento tradicionalmente esperado das mulheres, o que impacta também a construção de si, observo como este processo favorece a ampliação do campo de possibilidades das feministas, com especial interesse nas relações entre mulheres. Partindo, principalmente, das narrativas de feministas do Rio de Janeiro, entre 18 e 80 anos, investigo os sentidos de ser feminista, como este engajamento influencia experiências pessoais de afeto e sexualidade daquelas que assim se identificam e como questões relacionadas à diversidade sexual e de gênero têm sido abordadas pública e coletivamente pelo movimento.