Violência de Estados, extrema direita, democracia e resignação popular. Paradoxos
do primeiro quarto do século XXI.
democracia; violência de estado; indignação
Há no Brasil uma operação pela não indignação frente as violências praticadas pelo
Estado, de modo a garantir sua manutenção como modo “gestão” estatal dos conflitos sociais. A
presente pesquisa pretende investigar os processos subjetivos que levam a resignação a
prevalecer sobre a indignação. Ademais apresentar os processos de indignação como possíveis
geradores de resistências e produtores de mudanças. Para isso, investigaremos principalmente as
ações policiais em favelas do Rio de Janeiro, operações, quase sempre, letais e que levam a
população destas comunidades a experienciar angústias e impotências a partir do desrespeito a
que são submetidas, das mazelas “forjadas” pelas forças coercitivas do Estado. Utilizaremos
como fontes o noticiário impresso e digital dos grandes veículos de imprensa e em contraponto as
imprensas locais representantes das comunidades ou movimentos de resistência. Através da
observação dos afetos produzidos em suas reações, analisar as afetações de resignação e
aceitação, e possíveis reações potenciais de indignação diante do desrespeito, abusos e violências
de estado dirigidas aos sujeitos periféricos da cidade do Rio de Janeiro.