Representação política na história: estudo das conexões longínquas com a teoria democrática
Representação política; Teoria democrática; Modernidade.
O trabalho em questão visa tratar da história da representação política, propondo investigar, por meio de revisão
bibliográfica, suas distintas concepções e suas combinações com a teoria democrática. A ideia é verificar os
percursos conceituais que desembocaram no governo representativo, arranjo institucional consonante com as
aspirações da Era Moderna, que suscitavam o rompimento com a sociedade de estamentos. A partir de então,
algumas doutrinas – tais quais o Utilitarismo e o Elitismo - professaram critérios e limites do papel do
representante, o que abriu margem para debates mais qualificados sobre a função objetiva do representante e a
importância do mandato para a democracia moderna. Para que se realize esta revisão bibliográfica, o referido
trabalho estará ancorado em três contribuições seminais da teoria política contemporânea. Os esforços de
Hanna Pitkin em atingir o “sentido etimológico” da representação é contributo que auxiliará o trabalho na
demarcação de seu sentido eminentemente parlamentar. O “princípio da distinção” de Bernard Manin, será
importante aqui para circunscrever o caráter seletivo da representação e sua adequação à democracia moderna.
E, por fim, o trabalho contará com análises sobre a proposição de Nádia Urbinati, que consiste na interpretação
da representação como um modo de participação política da democracia.