Vendedores ambulantes e entregadores: perspectivas sobre as mudanças no mundo do trabalho
precarizado
Vendedores ambulantes, entregadores, Seropédica, trabalho precarizado, etnografia
Trabalhadores precarizados, sem vínculos formais ou direitos trabalhistas e atuando sob intenso desgaste
físico integram a lógica produtiva de maneira intrínseca. Ao observar as transformações neste grupo é
possível notar as transformações no próprio modelo produtivo. A partir desta premissa, esta pesquisa
analisa trabalhadores precarizados em duas categorias e temporalidades distintas: vendedores
ambulantes nos trens do Rio de Janeiro em 2013 e entregadores motociclistas em Seropédica em 2021. A
pesquisa é executada sob uma abordagem antropológica/sociológica, na qual a observação destas
atividades e das narrativas de vida destes trabalhadores apontam para transformações no mundo dos
trabalhos precarizados com o advento da chamada uberização e, também, indicam marcas nas
subjetividades destes trabalhadores. Dentre as principais sínteses da pesquisa está o entendimento de que, em Seropédica, um local periférico, o trabalho de entregas acontece de maneira diferente e, por isso, as características desta cidade são objeto da análise. As trajetórias dos ambulantes e entregadores pesquisados também são analisadas a partir de marcadores sociais como gênero e raça.