Poetas doidos. Práticas artísticas, formas de cidadania e luta antimanicomial: o centro
de convivência Arthur Bispo do Rosário e a rede de saúde mental de Belo Horizonte.
margem, arte, loucura, cidadania
Esta pesquisa tem como objetivo descrever e refletir sobre as dimensões de uma
margem (limem) introduzida por Van gennep(1909), elaborada depois por Turner (1982) como
um lugar criativo-ativo capaz de propor uma relação humana positiva, através da prática artística
(performance), com a diversidade excluída, criando espaços originais de exercício e
experimentação de uma cidadania (nova?) ativa, diferenciando-se das práticas de fechamento da
política manicomial.
O objeto da reflexão antropológica é como a prática artística realizada em um "dispositivo" da
rede pública de saúde mental de Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil), o Centro de Convivência
(CdC), dá origem a novas formas de cidadania inclusiva, oposta à lógica manicomial de exclusão
criando um carisma na cidade e da cidade