Gênero e ciência: mulheres e a produção do conhecimento na UFRRJ
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A pesquisa examina a condição feminina na ciência e na universidade por meio de
uma abordagem interseccional, destacando gênero, raça e classe como elementos
estruturantes da experiência acadêmica. Tomando a Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro (UFRRJ) como estudo de caso, o trabalho analisa o impacto de
políticas públicas que ampliaram o acesso ao ensino superior para mulheres,
pessoas negras e estudantes de regiões vulneráveis, como a Baixada Fluminense.
Apesar dos avanços proporcionados por essas políticas, o ambiente universitário
ainda é frequentemente percebido como hostil, marcado por misoginia, violência
simbólica e a ausência de políticas efetivas de acolhimento.
Iniciativas lideradas por mulheres têm promovido epistemologias mais inclusivas,
desafiando estruturas históricas de exclusão, especialmente nas ciências exatas,
onde a representatividade feminina ainda é menor. No entanto, persistem
adversidades como assimetrias de gênero e raça na distribuição de oportunidades
acadêmicas, a concentração de mulheres em áreas tradicionalmente ligadas ao
cuidado, como ciências humanas e sociais, e a sub-representação em áreas exatas e
posições de liderança. A pesquisa mostra que iniciativas como projetos de
extensão, rodas de conversa e debates têm sido estratégias utilizadas visando a
construção de uma universidade mais acolhedora, inclusiva e comprometida com a
justiça social.