Banca de DEFESA: AMANDA GABRIELLE COVELO DE ARAÚJO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : AMANDA GABRIELLE COVELO DE ARAÚJO
DATA : 02/07/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

O FAZER DO DESASTRE: REFLEXÕES SOBRE TEMPO, REJEITOS E O MANEJO DA
REPARAÇÃO EM BARRA LONGA (MG)


PALAVRAS-CHAVES:

Desastre; Atingidos por Barragens; Barra Longa; Reparação; Volta da Capela; Quilombo
ribeirinho; Evento crítico; PMR


PÁGINAS: 121
RESUMO:

Perto de completar uma década do rompimento da barragem de Fundão (Mariana, MG), situo
minhas principais reflexões nesta dissertação sobre as ações de reparação conduzidas pela
Fundação Renova no município de Barra Longa (MG). Para a realização deste trabalho, foram
analisados acordos jurídicos (como o TTAC, TAP, A-TAP e TAC-Gov), relatórios da Fundação Renova
e notas técnicas emitidas pela Câmara Técnica de Gestão de Rejeitos e Segurança Ambiental. A
dissertação também se apoia em interlocuções com lideranças locais e materiais produzidos por
assessorias técnicas. Na companhia das abordagens antropológicas e sociológicas sobre os
desastres (Teixeira, 2024; Zhouri; 2023; Valencio, 2014; Silva, 2004; Das, 1995), busco aproximar
questões em torno do fazer do desastre e dos diversos tempos verbais envoltos nesta trama, a
partir de gramáticas e procedimentos desencadeados pelo primeiro “grande acordo”, o Termo de
Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC). Entre os 42 programas socioambientais e
socioeconômicos criados pelo TTAC para a reparação da crise ensejada na bacia do rio Doce,
repouso minhas análises sobre o Plano de Manejo de Rejeitos (PMR) realizado em Barra Longa, a
política de reparação gerida pela Fundação Renova que realocou os rejeitos depositados da região
central da cidade para áreas que, num primeiro momento, não haviam sido invadidas pela lama.
Este foi o caso da Comunidade Quilombola Ribeirinha da Volta da Capela, localizada nas
imediações do ponto de encontro dos dois rios, o patrimônio paisagístico que deu origem ao
nome da cidade. Com as ações do PMR, Volta da Capela viu a sua paisagem se transformar em um
grande canteiro de obras, já que as principais áreas comunitárias de lazer do território foram
escolhidas pelo PMR como Áreas de Disposição de Material Excedente (ADMEs). Os
deslocamentos que busquei acompanhar não se revelaram a partir imagens catastróficas, que
irromperam em uma visibilidade sensacional instantânea, mas sim a partir de uma violência de
desgaste, incremental e cumulativa (Nixon, 2007), diluída em espaços, tempos, documentos e
tomadas de decisão. Por outro lado, foi possível identificar os agenciamentos do Quilombo
Ribeirinho da Volta da Capela voltados à reconfecção de sentidos para as águas e para a vida que se contaminou.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - JOANA DA SILVA BARROS - UNIFESP
Interna - 1794090 - CARLY BARBOZA MACHADO
Presidente - 1331446 - FLAVIA BRAGA VIEIRA
Notícia cadastrada em: 24/06/2025 07:05
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