“Ideologia de gênero” e a juventude assembleiana – perspectivas sociológicas
gênero; pentecostalismo; juventude e familia
Nos últimos anos, nos campos educacional e religioso têm surgido debates
acalorados sobre a temática de gênero, principalmente depois da votação do Plano Nacional
de Educação (PNE), realizada em 2014. À época, líderes religiosos se posicionaram contra o
que chamaram de ideologia de gênero, argumentando que esta buscava a destruição da
família, da moral e dos bons costumes. Esta pesquisa objetivou justamente compreender
quais são os impactos dessa discussão no interior das igrejas Assembleia de Deus (AD) (pois
estas concentram o maior número de adeptas/os no campo evangélico e um dos maiores
contingentes de fiés do sexo feminino), sobretudo entre a juventude. O município de
Seropédica foi o lócus de realização da pesquisa por apresentar a maior taxa de
evangélicas/os da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, uma das menores taxas em
relação ao número de católicas/os e uma das maiores em relação ao percentual de
evangélicas/os de origem pentecostal. Pretendeu-se entender quais fatores (ethos religioso,
lideranças, nível educacional, influência familiar, de grupos políticos etc) influenciam o
posicionamento das/dos jovens assembleianas/os. Para isso, foram realizados grupos focais
com jovens da AD - Ministério Madureira. Este estudo buscou compreender, descrever e
analisar o posicionamento de uma parcela da juventude assembleiana em Seropédica frente
aos debates sobre a chamada “ideologia de gênero”.