AS INTERVENÇÕES URBANÍSTICAS NO RIO DE JANEIRO: UM DEBATE ENTRE A CONSTRUÇÃO DO DISCURSO DE IDENTIDADE E A ARTE COMO PAPEL MEDIADOR.
identidade; memória; conflito; consenso; Porto Maravilha; cultura afro-brasileira.
A Zona Portuária do Rio de Janeiro, também conhecida como Pequena África, tem sido palco de diversas intervenções urbanísticas desde a década de 1980. Passando pelos projetos Corredor Cultural, SAGAS, Porto do Rio, e por fim, o Porto Maravilha, a região tem sido colocada como o centro do debate entre memória e identidade da cultura afro-brasileira no município. Esses discursos envolvendo a memória da região vem sendo utilizada pelos gestores municipais como forma de comercializar a história da localidade. Conflitos e debates com os defensores da cultura afro-brasileira, líderes de movimentos sociais e religiosos, nas gestões de Eduardo Paes (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB), demonstram que há uma tentativa de consenso entre esses agentes na esfera pública, dessa maneira, projetos culturais e artísticos têm sido colocados como foco desses debates, sendo absorvidos e financiados pelo governo municipal como forma de criação de consenso.