YOGA NA PERIFERIA - Interpretando o autoconhecimento a partir de posições físicas e políticas
yoga; periferia; Rio de Janeiro.
Com o surgimento de iniciativas de professores de yoga que se propõem a possibilitar a prática em
territórios periféricos urbanos, o discurso do campo do yoga tem sido agora disputado por novos
atores e os marcadores sociais de classe, raça e gênero aparecem de maneira importante nessa
disputa. Novas interpretações surgem no campo do yoga no Brasil quando a prática passa a ser
oferecida em favelas e em outras periferias urbanas. Na tentativa de apresentar novas perspectivas
sobre os ensinamentos do yoga a partir de entrevistas com os professores de projetos sociais
envolvendo yoga na periferia do Rio de Janeiro, este trabalho se propõe a tentar compreender como
esses novos atores adaptam o discurso do yoga para que a prática seja possível para indivíduos de
classes populares, denunciando o estereótipo do(a) praticante de yoga (pessoa branca, magra,
docilizada e hiper flexível) e respeitando algumas pautas contemporâneas como o combate ao
preconceito de classe, ao racismo, ao machismo e à homofobia.