EDUCANDO CONTRA A BARBÁRIE: AS CONOTAÇÕES PRECONCEITUOSAS NO AMBIENTE ESCOLAR EM UMA POSSIBILIDADE DE RETEXTUALIZAÇÕES E RESSIGNIFICAÇÕES
Linguagem. Educação decolonial. Preconceito. Conotação. Ensino de Língua Portuguesa.
O preconceito é uma das mais perversas estratégias de opressão e que serve a muitos objetivos como, por exemplo, o poder econômico, poder de classe, poder de etnia e poder de gênero. Estes poderes (e outros), que tem origens já no período da colonização portuguesa, traduzem-se na supremacia de determinados grupos em todas as esferas sociais, inclusive na escola. E se essa realidade corrói todo o tecido social e nos mantém imersos na barbárie, a escola e seus sujeitos são duplamente afetados, no sentido de serem alvos dessas formas de poder e ao mesmo tempo trabalharem pela manutenção desses poderes sobre os sujeitos, caso eles não assumam uma pedagogia voltada para a libertação e emancipação da comunidade escolar na qual está inserida. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo possibilitar a ressignificação dos discursos preconceituosos que circulam na escola, através de uma proposta didático-pedagógica, a qual utilizará o estudo dos significantes/significados, os sentidos figurados que caracterizam, semanticamente, como conotação as palavras e expressões preconceituosas, bem como a sua retextualização e ressignificação. A metodologia utilizada nessa condução será a pesquisa-ação, dentro do escopo qualitativo. Este processamento do material linguístico terá como proposição o reconhecimento e a devolução, através da linguagem, das humanidades outrora retiradas dos sujeitos pelos preconceitos a eles direcionados, tendo como suporte uma pedagogia consciente da sua responsabilidade política, decolonial e voltada para a libertação e emancipação dos alunos. Para tanto, teremos como apoio teórico autores como Freire (2023), Geraldi (2002;2023), Fiorin (2007; 2015), Bakhtin (1995), Volóchinov 2021), Nascimento (2019), Ilari (2010), Cançado (2023), Lopes e Macedo (2011), entre outros. Nesse intuito, caminharemos para descobrir formas, nas aulas de Língua Portuguesa, de nos desvencilharmos de representações ideológicas nos moldes dominadores e colonialistas.