Banca de QUALIFICAÇÃO: TONY MICHEL DE CARVALHO MORAIS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TONY MICHEL DE CARVALHO MORAIS
DATA : 29/08/2025
HORA: 10:00
LOCAL: Plataforma RNP
TÍTULO:

“As mulheres falam demais”: Proposta de aula de leitura pela perspectiva decolonial


PALAVRAS-CHAVES:

Discurso; Violência linguística; Mulher


PÁGINAS: 54
RESUMO:

A presente pesquisa propõe investigar como discursos depreciativos acerca da mulher são produzidos e ressignificados em práticas sociais e educacionais. Nesse contexto, questiona-se: De que forma a escola desenvolve uma leitura crítica e reflexiva acerca de discursos cristalizados que são produzidos, reproduzidos e legitimados, contribuindo para a manutenção de estereótipos de gênero dentro e fora da sala de aula? Para tanto, a análise concentra-se em enunciados circulantes em diferentes contextos discursivos. O estudo fundamenta-se em uma abordagem qualitativa e interpretativa (Denzin e Lincoln, 2006), valendo-se da análise de conteúdo (BARDIN, 2020), cuja dimensão interpretativa é enriquecida pelas contribuições de Applegate (2002), Moita Lopes (2004) e Landulfo e Matos (2022) com o objetivo de compreender de que maneira o discurso corrobora estereótipos cristalizados em torno da ideia de que “a mulher fala demais”. A pesquisa insere-se em um contexto em que, apesar dos avanços nos debates sobre desigualdade de gênero, ainda persistem práticas discursivas que silenciam e desqualificam a figura feminina (BIROLI, 2018; CRENSHAW, 1991). Esse processo, identificado por Baptista (2022) como colonização da linguagem é capaz de acarretar na colonialidade do ser (COUTO; JOVINO, 2022), na medida em que restringe identidades e interditam comunicativamente os sujeitos. As análises iniciais indicam que esse tipo de prática discursiva contribui para a naturalização de estereótipos de gênero, demandando uma reflexão crítica no campo educacional e social. Como contributo, o estudo oferece subsídios para a compreensão da violência linguística em sua dimensão simbólica, denuncia práticas institucionais que legitimam desigualdades, favorece a construção de saberes insurgentes que podem ser incorporados em práticas pedagógicas críticas e fortalece o debate sobre equidade de gênero no âmbito educacional e social.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1450409 - MARIA DO ROSARIO DA SILVA ROXO
Externa à Instituição - RENATA DE SOUZA GOMES - CEFET/RJ
Interna - 1309144 - RIVIA SILVEIRA FONSECA
Notícia cadastrada em: 22/08/2025 16:38
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node1.ufrrj.br.producao1i1