PARA ALÉM DA CLASSIFICAÇÃO GRAMATICAL: ESTRATÉGIAS METACOGNITIVAS DE CONSCIÊNCIA LINGUÍSTICA PARA ENSINO DO VERBO NO ENSINO FUNDAMENTAL
metacognição; consciência linguística; conto; verbo
O ensino de gramática no contexto escolar ainda enfrenta dificuldades relacionadas ao reconhecimento e à classificação das classes de palavras, especialmente no que se refere ao verbo. Observa-se que estudantes do Ensino Fundamental apresentam dificuldades recorrentes em reconhecer palavras pertencentes à classe verbal em diferentes contextos de uso. Considerando essa dificuldade recorrente entre estudantes do Ensino Fundamental, esta pesquisa tem como objetivo reunir e aplicar estratégias metacognitivas voltadas ao ensino de verbos, de modo a favorecer uma aprendizagem mais reflexiva e significativa. A escolha pela abordagem metacognitiva fundamenta-se na compreensão de que o processo de aprendizagem se constrói por meio da consciência, do monitoramento e da autorregulação das estratégias cognitivas utilizadas pelo estudante. Além disso, considerando que todo texto se constitui em um contexto de interação entre sujeitos, conforme propõe Luiz Antônio Marcuschi (2008), optou-se pelo trabalho com o gênero textual conto, tanto por ser caráter narrativo quanto por sua contribuição ao desenvolvimento da competência leitora. Há três eixos que fundamentam a base teórica desta pesquisa: teorias sobre verbo, ancoradas em Bechara (2006,2009), Azeredo (2008), Neves (2011), Perini (2005), dentre outros; consciência linguística, tendo como base estudos de Duarte (2008), Travaglia (2000) e Mota (2009); e Metacognição trazendo as contribuições de Flavell (1987), Brown (1978) e Palomanes (2016, 2021). Metodologicamente, a pesquisa adota a perspectiva da pesquisa-ação, conforme David Tripp (2005), articulada a uma abordagem qualiquantitativa, mediante a aplicação de uma sequência didática em módulos, baseada de Bernard Schneuwly e Joaquim Dolz (2004), utilizando como corpus o conto “Como é ruim cair em um buraco”, de Jarid Arraes. A pesquisa será aplicada em turma do oitavo ano do Ensino Fundamental, de uma escola da rede pública estadual do Rio de Janeiro esperando que ao término dela, o discente tenha desenvolvido mecanismos que o levem a reconhecer uma palavra como verbo.