NA ERA DA IA, QUEM MANDA É O IMPERATIVO: O ENSINO DO VERBO NO IMPERATIVO NO 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL II
verbo; imperativo;ensino de gramática; gêneros injuntivos; prompt de comando; inteligência artificial; circuito didático.
O presente trabalho investiga o ensino do verbo no modo imperativo para alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II em uma escola publica do municipio de Nova Iguaçu, partindo da constatação de que esse conteúdo é frequentemente abordado de forma excessivamente normativa e descontextualizada, o que compromete a compreensão dos estudantes acerca das funções discursivas e dos valores semânticos que o imperativo pode assumir em diferentes situações comunicativas. Diante desse cenário, propõe-se um Circuito Didático organizado em sete fases, fundamentado nos princípios da pesquisa-ação colaborativa, que articula leitura, análise linguística e produção textual a partir de gêneros injuntivos presentes no cotidiano escolar e digital dos alunos. O elemento central da proposta é o gênero textual prompt de comando, compreendido como um gênero injuntivo contemporâneo resultante da transmutação de gêneros instrucionais tradicionais adaptados à esfera da comunicação digital mediada por inteligência artificial. A fundamentação teórica ancora-se nos estudos bakhtinianos sobre gêneros do discurso, nas contribuições de Marcuschi (2008) acerca da natureza sócio-histórica e dinâmica dos gêneros textuais, na tipologia injuntiva conforme descrita por Bronckart (1999), e nas abordagens gramaticais de Said Ali (1966), Bechara (1994), Cunha e Cintra (2008) sobre o modo imperativo. A metodologia adotada é a pesquisa-ação com abordagem colaborativa, na qual o professor-pesquisador atua diretamente na elaboração, aplicação e avaliação das atividades junto à turma. Os dados são gerados a partir das produções escritas e orais dos alunos, das interações registradas no diário de campo e dos comandos formulados nas ferramentas de inteligência artificial utilizadas ao longo do circuito. Espera-se que os resultados demonstrem que a articulação entre o ensino do imperativo e o uso orientado de ferramentas de inteligência artificial favorece a ampliação da competência linguística dos estudantes, promovendo uma compreensão mais reflexiva e contextualizada do modo verbal, bem como uma postura mais crítica e consciente diante das tecnologias digitais