“GENTE GRANDE TÁ SEMPRE ACHANDO QUE CRIANÇA TÁ POR FORA”: UMA PROPOSTA DE LETRAMENTO LITERÁRIO POR MEIO DA LEITURA DE A BOLSA AMARELA, DE LYGIA BOJUNGA NUNES
Democratização da literatura, formação do leitor literário, gênero literário infanto-juvenil, letramento literário.
Percebendo o uso do texto literário em sala de aula como pretexto para trabalhar atividades gramaticais, as quais exigem o domínio da norma padrão em modalidade escrita; para questões nas quais são abordados aspectos puramente técnicos; ou ainda para exercícios de caráter exclusivamente interpretativo, esta pesquisa tem por objetivo promover uma proposta adequada de letramento literário por meio da leitura do livro A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga, publicado em 1976. Assume-se, então, como objetivos a democratização da literatura, considerada a escola como espaço privilegiado para o acesso dos leitores iniciantes ao livro literário; e a proposição de uma sequência didática, ancorada nos estudos de Rildo Cosson, com vistas ao letramento literário dos educandos. Para tanto, adota-se a perspectiva da pesquisa-intervenção, uma vez que, identificadas falhas recorrentes na escolarização da literatura, busca-se uma estratégia que contribua efetivamente para a formação do leitor literário. A sequência para a leitura literária de um dos clássicos da literatura dirigida ao público infanto-juvenil, de Lygia Bojunga, foi desenvolvida tendo em vista educandos com idade entre 10 e 12 anos, cursando o sexto ano do ensino fundamental, em uma instituição pública, o CIEP Cora Coralina, localizado no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; e concretiza-se pela leitura integral do livro em sala de aula, acompanhada de debates e registros escritos, que formariam a base de dados em caráter qualitativo. Tendo em vista a impossibilidade de aplicar a pesquisa, em virtude do cenário pandêmico, não será possível expor os resultados de sua aplicação. Entretanto, a sequência didática é apresentada na esperança que possa ser aplicada em um futuro próximo.