Redescobrindo o prazer pela leitura por meio do gênero lenda: um resgate de nossas raízes culturais
Letramento literário. Retextualização. Lendas. Folclore brasileiro. Elementos da narrativa.
Este projeto de pesquisa abordará a aquisição pelo gosto da leitura a partir do trabalho com lendas oriundas dos povos originários do Brasil. O objetivo geral é desenvolver um percurso didático que leve os alunos ao reconhecimento da estrutura de um texto narrativo bem como a valorização de nossas raízes culturais. Têm se como objetivos específicos: a) Explorar atividades que trabalhem com a compreensão leitora; b) Trabalhar os elementos da narrativa e sua estrutura no gênero lenda; c) Levar aos alunos a compreensão da importância cultural dessas lendas para a nossa formação e d) Incentivar a releitura dos textos trabalhados por meio de atividades de retextualização. Serão trabalhadas as lendas: Saci, Curupira, Boto cor-de-rosa, Iara e Matinta Perera que se originam ou se fundiram as lendas dos povos originários. A escolha do gênero se deu porque ele faz parte do currículo do sétimo ano e também por se tratar de textos de curtos extensão, facilita o desenvolvimento de atividades de leitura e produção textual. O trabalho com lendas oriundas dos povos originários se justifica na medida em que leva o aluno a valorizar e a respeitar a diversidade cultural que faz parte do patrimônio do nosso país. A metodologia abordada pelo projeto se desenvolverá através do método da pesquisa-ação de Thiollent (2011) que visualiza a importância da colaboração entre pesquisadores e participantes para encontrar soluções aos problemas apresentados. A proposta de intervenção será aplicada numa turma de sétimo ano de uma escola pública localizada em uma comunidade do Rio de Janeiro, que se chama Manguariba e fica no bairro de Paciência. O projeto terá como base teórica a proposta de ensino de leitura, apresentada por Solé (1998), onde a compreensão do texto é fundamental para formação de indivíduos autônomos em uma sociedade letrada. Essa ideia de autonomia também apresentada por Kleiman e Moraes (1999) que criticam a formulação do currículo escolar em relação à Literatura, e pensam que a mesma precisa ser trabalhada através de práticas significativas e contextualizadas, onde o aluno deixa de ser mero espectador do processo formativo e passe a ter mais participação nesta construção. A abordagem sobre o ensino do letramento literário apresentada por Cosson (2006) entre outros autores. Além disso, a base do projeto seguirá as orientações da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) que visualiza a formação integral do aluno e também a Lei nº 9.394/1996 de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que indica a obrigatoriedade de um ensino que valorize as manifestações culturais dos afrodescendentes e dos indígenas.