Da fala para a escrita: atividades de retextualização de receitas culinárias – uma proposta de sequência didática destinada à Educação de Jovens e Adultos
Sequência didática. Oralidade. Letramento. Receita culinária.
Este projeto se propõe a elaborar uma sequência didática (cf. DOLZ; SCHNEUWLY; NOVERRAZ, 2004), composta por atividades de retextualização da fala para a escrita (cf. MARCUSCHI, 2010) do gênero textual receita culinária, destinada à Educação de Jovens e Adultos (EJA). A partir da experiência da professora-pesquisadora com alunos da primeira etapa de uma turma multifase da Educação Básica de uma escola municipal situada em Angra dos Reis, sugerem-se dinâmicas que visam a desenvolver práticas de oralidade e de letramento, situando os discentes no centro do processo de ensino-aprendizagem. A pesquisa segue parâmetros da pesquisa participante e se pauta em pressupostos de Freire (1989; 2000), de Marcuschi (2010), de Dolz; Schneuwly; Noverraz (2004), de Bagno (2012) e de Koch; Elias (2015). Leva em conta, também, os principais documentos norteadores do ensino no Brasil: i) a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) (BRASIL, 1996); ii) os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) (BRASIL, 1998); e iii) a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (BRASIL, 2017). Objetiva-se, principalmente: i) apresentar as semelhanças e diferenças entre as modalidades escrita e oral da Língua Portuguesa; ii) expor as características do gênero receita culinária, bem como do tipo textual injuntivo em que costuma se estruturar; e iii) estimular não só a produção desse gênero nas duas modalidades, mas também a sua retextualização. Assim, acredita-se que serão ampliadas as possibilidades comunicativas e sociais dos discentes, promovendo uma educação de qualidade em uma escola pública brasileira.