UMA PROPOSTA DE ENSINO PARA O SUJEITO INDETERMINADO
Indeterminação do sujeito; Gramática; Ensino. Efeitos de sentido
O objetivo principal desta pesquisa é criar estratégias para o ensino do sujeito indeterminado no Fundamental II. Tais estratégias, inseridas em um circuito a que chamamos didático, tomam por base fundamentos provenientes das gramáticas normativas, (ROCHA LIMA (2011), CUNHA E CINTRA (2009), BECHARA (2010), das reflexões de Duarte (2007), Bravin dos Santos (2012, 2018), Lucchesi (2014) e Perini (2010), entre outros. Dessa forma, podemos dizer que se trata de uma pesquisa bibliográfica e propositiva. A ideia do circuito didático baseia-se na hipótese de que as formas de indeterminação prescritas por tais gramáticas apresentam baixa frequência na oralidade e escrita do português brasileiro (PB), o que dificulta seu ensino. Essa variedade desenvolveu outras formas de indeterminar o sujeito, como você e a gente (DUARTE, 2007), rejeitadas pela norma de prestígio que a escola espera levar ao alcance dos alunos. Além desses pronomes, carregam sentido de indeterminação expressões como neguinho, considerada por esta pesquisadora uma forma marcada por traços discriminatórios. Em vista de duas realidades linguísticas distintas, a que o aluno está exposto e a que a escola pretende alcançar, propomos um circuito didático que parta da oralidade para a escrita monitorada sob perspectiva da norma de prestígio. Do ponto de vista didático, o circuito organizou-se com base na Aprendizagem Colaborativa Behrens (2004).