PROFLET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA PATRICIA NOBERTO DOS SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA PATRICIA NOBERTO DOS SANTOS
DATA : 26/08/2026
HORA: 16:00
LOCAL: https://meet.google.com/nrb-czdb-hrr
TÍTULO:

MOÑE'Ẽ KUATIA: LITERATURA INDÍGENA, ORALIDADE E PRODUÇÃO DE SENTIDOS NOS ANOS INICIAIS EM UMA PERSPECTIVA DECOLONIAL


PALAVRAS-CHAVES:

Literatura indígena; decolonialidade; escrevivência; anos iniciais do ensino fundamental; produção de sentidos.


PÁGINAS: 64
RESUMO:

Esta pesquisa investiga as contribuições da literatura indígena para a produção de sentidos e a valorização da diversidade cultural nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a partir de uma perspectiva decolonial. Considerando a histórica ausência dessas narrativas no currículo escolar e a permanência de representações estereotipadas sobre os povos originários, o estudo tem como objetivo analisar de que modo o trabalho pedagógico com obras de autoria indígena, articulado à oralidade, à ancestralidade e às experiências coletivas, pode favorecer a ampliação do repertório cultural das crianças e a desconstrução de visões homogêneas e eurocentradas sobre os povos indígenas. A pesquisa fundamenta-se teoricamente nas contribuições de autores como Daniel Munduruku (2012; 2018; 2020), Graça Graúna (2013), Márcia Wayna Kambeba (2018) e Ailton Krenak (2019; 2020), no campo da literatura indígena; Aníbal Quijano (2005), Walter Mignolo (2007), Catherine Walsh (2013) e bell hooks (2013), no campo da decolonialidade e da educação crítica; e de Marisa Lajolo e Regina Zilberman (1986; 2017), Janice Thiél (2013) e Conceição Evaristo (2020), contribuindo para pensar a literatura como espaço de produção de sentidos, circulação de vozes e valorização das experiências culturais e ancestrais. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza aplicada e caráter exploratório, desenvolvida por meio da pesquisa-ação em uma turma do 2º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal do Rio de Janeiro. Os instrumentos de geração de dados incluem diário de campo, registros das narrativas infantis em rodas de conversa, produções das crianças, registros em áudio e imagem, além das escrevivências produzidas ao longo do percurso didático. A proposta organiza-se a partir de um percurso fundamentado na oralidade, na ancestralidade e na produção de sentidos, desenvolvido por meio das obras Foi vovó que disse (2015) e Estações (2024), de Daniel Munduruku. Ao longo do percurso, serão promovidas experiências de escuta, memória, observação da natureza, partilha de saberes familiares e produções autorais das crianças, culminando na construção coletiva do Observatório de Escrevivências Indígenas, materializado em um mural interativo no pátio da escola, além da produção de um e-book coletivo para socialização das experiências com a comunidade escolar. Espera-se que os resultados evidenciem o potencial da literatura indígena como prática pedagógica capaz de fortalecer a oralidade, ampliar a produção de sentidos, valorizar os saberes ancestrais e contribuir para a construção de olhares mais sensíveis, críticos e respeitosos em relação à diversidade cultural e aos povos originários presentes na sociedade brasileira.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - LETICIA SANTOS DA CRUZ - UERJ
Presidente - 2327924 - LUIZA ALVES DE OLIVEIRA
Interno - 1582960 - WELLINGTON AUGUSTO DA SILVA
Notícia cadastrada em: 13/08/2026 16:23
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