A Aprendizagem Leitora no Ensino Fundamental pela Prática da Leitura em voz alta
Leitura, Inferência, Metacognição, Inclusão.
O ensino de leitura e o desenvolvimento da compreensão textual é um fator imprescindível à inclusão social. No caso da escola pública, o ambiente escolar pode representar a única oportunidade social para aquisição do hábito e gosto pela leitura para a maioria dos estudantes. No entanto, a supressão ou falta de atenção dispensada pelo professor ao processo de leitura como processo cognitivo a ser agenciado pelo aluno durante as aulas de Língua Portuguesa pode fazer com que essa oportunidade seja perdida. Tendo isso em vista, esta dissertação tem como objetivo investigar como o aluno percebe a sua experiência metacognitiva com o uso da leitura em voz alta para o aprendizado leitor, e, secundariamente, refletir a relação dessa percepção com a compreensão textual de fato. Nesta proposição, objetiva-se que os estudantes possam fazer uso da leitura em voz alta da forma mais autêntica possível, no sentido de ter conhecimento de que está lendo para compreender. A intenção é, portanto, investigar a leitura em voz alta para o aluno como estratégia de autorregulação a serviço da compreensão e não para uma teatralização da leitura, a fim de colocar à prova o ponto de vista de que a promoção de tal tipo de leitura no cotidiano das escolas públicas brasileiras como proposta pedagógica inclusiva de ensino de leitura contribui para o desenvolvimento metalinguístico dos estudantes.