ESTUDO E USO DE TER, HAVER E EXISTIR NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA PROPOSTA COLABORATIVA DE APRENDIZAGEM
Ensino dos verbos existenciais; gêneros textuais; aprendizagem colaborativa.
Esta dissertação apresenta uma proposta colaborativa de aprendizagem (TORRES e IRALA, 2014, BEHERNS, 2004) para o estudo e uso dos verbos ter, haver e existir no 7º ano do Ensino Fundamental. Os estudos linguísticos apontam para a preferência da forma ter nas construções existenciais na oralidade (DUARTE, 2003; CALLOU e AVELAR, 2000; VITÓRIO, 2010; DUTRA, 2000), mas, na escola, o aluno passa a conhecer o uso dos verbos haver e existir com base na descrição das gramáticas normativas. Sugere-se uma mediação didática que facilite o estudante entrar em contato com as várias possibilidades de construções existenciais e aprenda a usá-las em contextos de oralidade e escrita. Parte-se do contínuo oralidade-letramento (BORTONI-RICARDO, 2004, 2005a) a partir de um circuito com os gêneros textuais fanfic, meme, charge e conto (MARCUSCHI, 2010). O objetivo principal da proposta, portanto, foi contribuir para o conhecimento, por parte dos alunos do 7º ano do Ensino Fundamental, dos verbos ter, existir e haver existenciais e a relação desses verbos com aspectos da oralidade e da escrita do português como língua materna. A hipótese que direciona o circuito é que o estudo e uso desses verbos, no Ensino Fundamental, devem estar associados à linguagem do aluno e aos gêneros textuais da oralidade e da escrita. Relacionou-se a abordagem colaborativa de aprendizagem a aspectos da metodologia ativa de ensino de línguas (MORAN, 2015) para sustentar a ideia de que o professor de língua materna pode atuar como um agente de mediação do aprendizado dos verbos mencionados, apresentando as possibilidades de usos na escrita e na oralidade. O aluno será o agente desta ação pedagógica por meio da qual constrói e aplica o saber aprendido.