Insubordinação Criativa no Processo Avaliativo dos Anos Finais do Ensino Fundamental Visando a Desmistificação da Aprendizagem Matemática.
Avaliação, Insubordinação criativa, Aprendizagem matemática; Ensino de Matemática; Ensino Fundamental.
Este trabalho investiga o impacto da insubordinação criativa no processo avaliativo da matemática nos anos finais do Ensino Fundamental, buscando desmistificar a aprendizagem da disciplina e torná-la mais significativa e inclusiva. A justificativa para esta pesquisa reside na necessidade de repensar as práticas avaliativas, visto que abordagens tradicionais frequentemente se limitam a classificar os alunos, muitas vezes desconsiderando sua trajetória de aprendizagem e contribuindo para a desmotivação. A insubordinação criativa surge como alternativa para promover avaliações mais justas e eficazes. Dessa forma, a questão norteadora deste estudo é: como a adoção de práticas avaliativas baseadas na insubordinação criativa pode contribuir para a melhoria da aprendizagem matemática dos alunos? O objetivo principal é analisar as contribuições de uma metodologia avaliativa inovadora na mudança de postura dos alunos em relação à Matemática, bem como investigar sua relação com a disciplina e os impactos das estratégias adotadas. Metodologicamente, a pesquisa é de natureza aplicada, com abordagem qualitativa e caráter exploratório. Foram utilizados procedimentos experimentais, bibliográficos e de levantamento, incluindo questionários e testes comparativos entre metodologias avaliativas tradicionais e baseadas na insubordinação criativa. O estudo fundamenta-se principalmente nas concepções de autores como Luckesi, D'Ambrosio, Lopes, Souza, Brião e Freire, que discutem avaliação educacional, insubordinação criativa e metodologias inovadoras no ensino da Matemática. Os resultados evidenciam que a adoção de metodologias avaliativas insubordinadas, como a "prova-escrita-com-cola", favorece uma mudança de postura dos alunos, incentivando maior autonomia, engajamento e compreensão conceitual. Esses achados reforçam a relevância da insubordinação criativa na construção de práticas pedagógicas mais eficazes e equitativas no ensino da Matemática.