COMO O USO DE MATERIAIS CONCRETOS NO ENSINO DE GEOMETRIA PODE CONTRIBUIR NO APRENDIZADO DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
Ensino de geometria, autismo, Inclusão
O presente trabalho de pesquisa propõe uma abordagem pedagógica diferenciada para o ensino
de geometria a alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Ensino Médio, utilizando
oficinas didáticas como principal metodologia. A pesquisa feita é apenas qualitativa e tem como
objetivo, explorar o conhecimento de quatro alunos com TEA de uma escola Estadual na
Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. As oficinas têm o propósito de auxiliar o professor no
ensino de conceitos geométricos fundamentais, como formas, ângulos, área, perímetro e sólidos
geométricos através de materiais manipuláveis como Tangram, Material Dourado e Sólidos
geométricos em acrílico. Apesar da crescente discussão sobre inclusão, sua efetivação no ensino
brasileiro ainda é um desafio, especialmente no Ensino Médio, que recebe alunos todos os anos
com diversas dificuldades cognitivas diferentes e muitos trazem lacunas de aprendizado em
matemática, incluindo a interpretação de problemas geométricos. As oficinas podem ser uma
forma de trabalhar a inclusão, ensinando geometria de forma mais lúdica e promovendo a
interação dos alunos com TEA. Portanto, as oficinas pedagógicas se apresentam como uma
estratégia promissora uma vez que a sua natureza prática e manipulativa, com exploração
sensorial e interação direta com materiais, pode facilitar a internalização de conceitos abstratos,
tornando o conteúdo mais acessível e engajador. Além disso, a pesquisa também visa investigar
o potencial das oficinas para otimizar a relação pedagógica, promovendo um aprendizado mais
individualizado, flexível e adaptado às necessidades dos alunos com TEA, fortalecendo o
vínculo professor-aluno e um ambiente de confiança.