JOGOS E ATIVIDADES LÓGICAS NO ENSINO MÉDIO: UMA PROPOSTA PARA NÃO QUEBRAR A CABEÇA COM O QUEBRA-CABEÇA
Ensino da Matemática, Raciocínio lógico, Resolução de problemas, Jogos
Aprender Matemática nem sempre precisa ser um desafio árido de números e fórmulas. Quando o raciocínio lógico se encontra com a ludicidade, o aprendizado ganha cor, movimento e significado. Esta dissertação investiga como o uso de jogos e atividades lógicas pode transformar a relação dos alunos do 1º ano do Ensino Médio com a Matemática, despertando o prazer de pensar e de resolver problemas. A pesquisa foi realizada em uma escola estadual de Itaguaí (RJ) e adotou uma abordagem qualitativa, em que cada jogo, desafio e conversa se tornou uma oportunidade de observar o raciocínio, a cooperação e o brilho no olhar dos estudantes diante de novos desafios. Mais do que medir resultados, buscou-se compreender processos: como os alunos planejam estratégias, lidam com erros, constroem hipóteses e descobrem soluções em grupo. As atividades propostas — de enigmas clássicos como o “Lobo e a Ovelha” à adaptação física do jogo Ball Sort Puzzle — mostraram que o envolvimento cresce quando a Matemática é vivida, e não apenas explicada. Ao longo dos encontros, observou-se um aumento notável do engajamento e da confiança dos estudantes, com predominância de atitudes voltadas à aprendizagem e ao prazer de compreender. Os resultados indicam que o jogo é mais do que uma ferramenta pedagógica: é uma linguagem que aproxima o aluno do conhecimento, estimula a persistência e transforma o erro em parte natural do aprender. Essa experiência culminou na criação de uma trilha pedagógica de jogos lógicos — um convite a outros educadores que desejem reinventar a Matemática em sala de aula, tornando-a desafiadora, criativa e, acima de tudo, encantadora.