Banca de DEFESA: JÉSSICA FERREIRA LOURENÇO LEAL

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JÉSSICA FERREIRA LOURENÇO LEAL
DATA : 20/02/2018
HORA: 09:00
LOCAL: AUDITÓRIO HILTON SALLES - P1
TÍTULO:

Interação entre herbicidas com diferentes mecanismos de ação para manejo de Digitaria insularis e Conyza spp em áreas de produção de soja


PALAVRAS-CHAVES:

Capim-amargoso. buva. antagonismo


PÁGINAS: 79
RESUMO:

Um dos grandes problemas da agricultura atual são as dificuldades de controle de plantas daninhas resistentes ao glifosato. No Brasil as espécies Digitaria insularis (capim-amargoso) e Conyza spp. (buva) vem ocorrendo juntas e com grande agressividade nas propriedades de soja. Por se tratar de uma monocotiledônea e uma dicotiledônea o mecanismo de ação do herbicida empregado para controle deve ser especifico para cada espécie. A aplicação de graminicidas, inibidores da enzima ACCase, vem sendo opção de manejo do capim-amargoso resistente ao glifosato. Já para buva os herbicidas inibidores da ALS e os mimetizadores de auxina são eficazes. Porém, pouco se sabe sobre o uso desses dois mecanismos de ação em aplicações sequenciais ou em misturas para controle dessas espécies. Mediante ao exposto o presente trabalho teve como objetivo avaliar se há interação (sinergismo ou antagonismo) entre os herbicidas inibidores de ACCase, ALS e Mimetizadores de auxinas que apresentam potencial para controle de D. insularis e Conyza spp. resistentes ao glifosato. Os experimentos foram conduzidos em vasos com solo na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/RJ.Estes foram desenvolvidos em blocos casualizados com 4 repetições, divididos em 4 casos, sendo o caso I e II para o capim-amargoso em estádio de 3-4 perfilhos e florescimento e o caso III e IV para plantas de buva em estádio de 12-15 folhas. Os herbicidas utilizados foram: (A) haloxifope (62 g ha-1), (B) cloransulam (40 g ha-1) e (C) 2,4-D sal dimetilamina (670 g ha-1) e o intervalo entre aplicação dos sequenciais foram 3, 6 e 12 dias. As aplicações tiveram início quando as plantas chegaram no estádio fenológico proposto. Cada caso foi composto por 10 tratamentos, em replicata: para o caso I e III (testemunha; A; C; A+C; sequencial A+C e C+A com intervalo entre aplicação de 3, 6 e 12 dias) e o caso II e IV (testemunha; A; B; A+B; sequencial A+B e B+A com intervalo entre aplicação de 3, 6 e 12 dias). Aos 7 e 35 dias e 14 e 35 dias após a aplicação (DAA) para buva e capim-amargoso respectivamente, foram realizadas avaliações de fluorescência da clorofila a e análise de sintoma visual e aos 35 DAA procedeu a coleta das plantas com verificaçãoda massa seca de parte área e raiz. Os dados gerados nos experimentos foram submetidos a ANOVA (p<0,005), se significativo os dados biométricos e de sintoma visual foram submetidos ao teste Tukey  e os dados de fluorescência da clorofila a ao teste Ducan ao nível de 5% de probabilidade. Foi possível observar antagonismo entre os herbicidas avaliados no controle do capim-amargoso. O controle de 100% das plantas só foi observado em estádio de 3-4 perfilhos do capim-amargoso, quando o haloxifope foi aplicado antes do cloransulam ou 2,4-D num intervalo mínimo de 6 dias. Em estádio de florescimento do capim-amargoso os maiores danos as plantas também foram observados com o sequencial haloxifope/cloransulam ou 2,4-D. Já os herbicidas avaliados não mostraram antagonismo no controle de plantas de buva, independente do intervalo ou ordem de aplicação dos herbicidas haloxifope e cloransulam ou 2,4-D foi observado 100% de controle. Portanto, em áreas infestadas com buva e capim-amargoso a recomendação é aplicar o graminicida 6 dias antes do latifolicida para um controle efetivo das duas espécies. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2466219 - CAMILA FERREIRA DE PINHO
Externo ao Programa - 1905333 - AROLDO FERREIRA LOPES MACHADO
Externo à Instituição - JUNIOR BORELLA - UFRRJ
Externo à Instituição - CAIO ANTONIO CARBONARI - UNESP
Notícia cadastrada em: 30/01/2018 14:19
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