PLANEJAMENTO DE CORREDORES ECOLÓGICOS ENTRE FRAGMENTOS FLORESTAIS E ÁREAS AGRÍCOLAS EM NOVA IGUAÇU/RJ
Corredor ecológico; Área de Preservação Permanente; Restauração; Geoprocessamento; Assentamento.
A fragmentação florestal constitui um dos principais vetores de perda de biodiversidade em paisagens antropizadas, particularmente na Mata Atlântica, onde os remanescentes encontram-se altamente isolados, afetando fluxos gênicos e serviços ecossistêmicos essenciais. No município de Nova Iguaçu (RJ), especialmente na região da Serra de Madureira, a expansão urbana tem intensificado a desconexão entre fragmentos florestais e áreas rurais, impactando a resiliência ecológica e a segurança hídrica da Bacia do Guandu. Diante disso, este estudo tem como objetivo planejar corredores ecológicos ao longo dos rios Ipiranga e Cabuçu, de modo a promover conectividade estrutural e funcional entre fragmentos de Mata Atlântica e áreas agrícolas, articulando conservação ambiental, práticas agroecológicas e desenvolvimento rural sustentável. A metodologia integra sensoriamento remoto, Sistemas de Informação Geográfica (SIG), métricas de ecologia da paisagem (FRAGSTATS) e modelagem para identificação de áreas prioritárias de restauração e delineamento de corredores ripários. O estudo inclui ainda análise socioambiental dos assentamentos rurais de Marapicu e Campo Alegre, caracterizando usos da terra, práticas agrícolas, desafios produtivos e condições de infraestrutura. Espera-se como resultados a identificação de zonas de risco agroambiental, mapas temáticos de uso e cobertura da terra, indicadores de conectividade, áreas prioritárias para restauração, além de diretrizes para implementação de práticas agroecológicas e recomposição de APPs. A integração desses resultados ao planejamento ambiental municipal pretende subsidiar políticas públicas de conservação, manejo sustentável e segurança hídrica, contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar e para a restauração produtiva e ecológica da Serra de Madureira. Conclui-se que o planejamento de corredores ecológicos constitui instrumento estratégico para mitigar os impactos da fragmentação, ampliar a conectividade da paisagem e promover uma transição socioambiental alinhada aos princípios da sustentabilidade e da multifuncionalidade do território.