Banca de DEFESA: SAMIA RAYARA DE SOUSA RIBEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SAMIA RAYARA DE SOUSA RIBEIRO
DATA : 24/01/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Aula do PGEAAmb
TÍTULO:

Efeito residual de herbicidas aplicados em pré-emergência na cultura da soja sobre o milho e o algodão cultivados em sucessão


PALAVRAS-CHAVES:

Zea mays, Gossypium hirsutum L.,persistência, carryover


PÁGINAS: 99
RESUMO:

A importância da soja (Glycine max(L.) Merrill) para o país é inegável, sendo a cultura de maior área cultivada no Brasil e grande fonte de divisas por meio da exportação de grãos e derivados.A sucessão de culturas é muito utilizada no Brasil aproveitando as condições tropicais do país, que permite sucessivas safras com altos rendimentos de produtividade. Duas culturas se destacam no cenário nacional como opções de cultivo em sucessão à soja: o milho e o algodão. A busca por economia e produtividadecontrapõe-se à interferência das plantas daninhas, em que o manejo tende a aumentar os custos de produção, reduzindo as margens de lucro e diminuindo a qualidade do produto. Neste contexto, os herbicidas surgiram como uma ferramenta para o controle de plantas daninhas e dentre os tipos de herbicidas utilizados, os pré-emergentes reúnem características importante, entre elas o longo período residual. Entretanto, quando a bioatividade do herbicida excede o ciclo da cultura alvo, persistindo no solo pela safra da cultura seguinte, ocorre o fenômeno denominado de carryover. Dada a importância da sucessão/rotação de culturas para a economia do país e a necessidade de uso racional de herbicidas, faz-se necessária a realização de estudos com o objetivo de compreender o comportamento de herbicidas no solo e nas plantas para evitar o potencial risco de fitotoxicidade ocasionado pelocarryover. Com o objetivo de avaliar o efeito residualdestes herbicidas nas principais culturas de sucessão à soja, três experimentos simultâneosforam conduzidos em áreas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – Seropédica/RJ, durante o período de setembro de 2016 a março de 2017, em esquema de sucessão de culturas, com delineamento experimental de blocos casualizados, com quatro repetições por tratamento. Os tratamentos foram as doses (D) dos herbicidas chlorimuron-ethyl, diclosulam, flumioxazin, imazapir+imazapique e metribuzim (0, ¹/2D, D, ¹/2+D e 2D), para cada ensaio: milho, algodão e melancia. As variáveis analisadas foram fluorescência da clorofila a; altura de plantas, comprimento de raiz, volume de raiz, massa seca da parte aérea, massa seca da raiz e atividade de enzimas antioxidantes. Os dados gerados no experimento foram submetidos à análise da variância (p≤0,05) e submetidos ao teste de Tukey, a 5% de probabilidade. A escolha dos modelos foi baseada na significância estatística (teste F), no ajuste do coeficiente de determinação (R2) e no significado biológico do modelo. O milho foi levementeafetado pelo residual dos herbicidas chlorimuron, diclosulam, flumioxazin, imazapir+imazapique e metribuzim aplicados em pré-emergência na cultura da soja, demonstrando que o milho tem relativa tolerância a estes herbicidas aplicados em pré-emergência no intervalo de 100 dias.O algodão foi mais sensível aos herbicidas chlorimuron-ethyl e à mistura formulada de imazapir+imazapique.Para os demais herbicidas não foram observadas alterações no crescimento e desenvolvimento do algodão. A melancia foi mais sensível à chlorimuron e à imazapir+imazapique, o que demonstra um maior residual destes herbicidas no solo.Para as culturas do milho e algodão, a mistura formulada dos herbicidas imazapir+imazapique causou efeitos fitotóxicos mais severos nos estádios vegetativos iniciais das plantas, indicando este ser um período crítico no cultivo e que exige maior atenção para manejo deste tipo de herbicida em pré-emergência.A enzima GST é mais sensível à presença dos herbicidas chlorimuron-ethyl, diclosulam, flumioxazin, imazapir+imazapique e metribuzim.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2466219 - CAMILA FERREIRA DE PINHO
Interno - 829.025.000-25 - CLAUDIA DE OLVEIRA - UFRRJ
Externo à Instituição - JUNIOR BORELLA - UFRRJ
Externo à Instituição - CRISTINA MOLL HUTHER - UFF
Notícia cadastrada em: 08/01/2018 12:20
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