Manejo químico no controle de plantas do gênero Commelina
C. benghalensis, C. diffusa, tolerância, pós-emergentes, pré-emergentes.
As espécies Commelina benghalensis e Commelina diffusa, são de difícil controle, devido a facilidade de propagação e tolerância ao herbicida glifosato. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o controle das espécies C. benghalensis e C. diffusa, através da aplicação de herbicidas pós e pré-emergentes, aplicados isoladamente e em mistura. Foram realizados quatro experimentos (EI, EII, EIII e EIV), sendo três deles, conduzidos em replicata (RI, RII e RIV). Os experimentos EI e EII (replicatas RI e RII), teve como objetivo avaliar o controle de ambas espécies em pós-emergência, com número de folhas distintos, sendo de 4 a 6 (EI e RI) e de 6 a 10 folhas (EII e RII), respectivamente. Os experimentos EI e EII, foram conduzidos em pós-emergência, contendo 22 tratamentos, sendo aplicados isoladamente ou em mistura, dos herbicidas glifosato, saflufenacil, carfentrazone, 2,4-D, triclopir, dicamba, flumioxazina, clorimuron e cloransulam. Os ensaios de replicata (RI e RII), foram conduzidos com 27 tratamentos para ambas espécies, com os mesmos tratamentos utilizados para EI e EII, entretanto foi adicionado o tratamento diclosulam+halauxifen aplicado isoladamente e em mistura. Foram realizadas análises de fluorescência transiente da clorofila a, análise visual de controle, comprimento e massa seca de parte aérea. Foi realizado teste de compatibilidade físico-química com os 27 tratamentos do experimento de replicata dos pós-emergentes. O experimento EIII, foi realizado para a quantificação de peróxido de hidrogênio (H2O2) nas duas espécies estudadas, sendo conduzido com 10 tratamentos, com aplicação isolada e em mistura dos herbicidas glifosato, 2,4-D, triclopir, flumioxazina, saflufenacil, carfentrazone e testemunha. O experimento com herbicidas pré-emergentes (EIV) foi conduzido em replicata (RIV). Ambos experimentos foram semeados com C. benghalensis, contendo 10 tratamentos, sendo estes: diclosulam, s-metolacloro, imazetapir+flumioxazina, flumioxazina, imazetapir, sulfentrazone+diuron, clomazone e testemunha. O experimento EV foi realizado para avaliar o efeito residual do experimento RIV, onde uma nova semeadura foi realizada nos vasos aos 42 DAE. Foram avaliadas a eficácia de controle e contagem do número de plantas emergidas. Os dados dos experimentos foram submetidos a ANOVA (p ≤ 0,05), sendo significativo, foram comparados pelo teste Skott-Knott (EI, EII, RI e RII) e Tukey (EIII, EIV, RIV e EV). As espécies de C. benghalensis e C. diffusa, apresentaram comportamento semelhante nos experimentos de pós-emergentes. O dicamba aplicado isoladamente, não apresentou controle para as duas espécies avaliadas. Sendo observado controle das plantas quando em mistura com herbicida glifosato e inibidores da PROTOX para as plantas de C. benghalensis. A mistura de glifosato com clorimuron ou cloransulam, foram eficientes somente para C. diffusa. No experimento de efeito residual (EV), a flumioxazina, imazetapir e imazetapir+flumioxazina (0,5L ha-1), não apresentaram controle para C. benghalensis. Conclui-se que o controle de ambas espécies em pós-emergência, deve ser realizado de 4 a 6 folhas. A utilização de herbicidas pré-emergentes promove controle de C. benghalensis, sendo necessário atentar-se ao residual dos herbicidas.