USO DE MICROALGAS RETIRADAS DO LAGO AÇU PARA O DESENVOLVIMENTO DE FERTILIZANTE ORGANOMINERAL
milho; sustentabilidade; eutrofização.
O Brasil possui elevada dependência de fertilizantes minerais importados, o que encarece a produção agrícola e contribui para impactos ambientais, como a acidificação do solo e a eutrofização de corpos hídricos. Neste contexto, fertilizantes organominerais, que combinam nutrientes minerais e matéria orgânica, apresentam-se como alternativa promissora. Este trabalho teve como objetivo avaliar o uso de microalgas provenientes do Lago Açu, corpo hídrico eutrofizado localizado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), na formulação de fertilizantes organominerais (FOM). As microalgas foram cultivadas por meio do sistema Algal Turf Scrubber (ATS), coletadas semanalmente, secas, trituradas e caracterizadas química e biologicamente. A biomassa foi utilizada em diferentes proporções e combinada com fontes minerais de fósforo e potássio para compor os FOM, os quais foram aplicados em vasos contendo dois tipos de solo (Argissolo e Planossolo), cultivados com milho (Zea mays L.). O experimento foi conduzido por 45 dias em delineamento em blocos casualizados, esquema fatorial 2x7, com quatro repetições. Foram avaliados a massa seca da parte aérea das plantas e os efeitos dos tratamentos nas propriedades químicas do solo. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey a 5% de significância. Os resultados indicaram que a aplicação dos FOM à base de microalgas promoveu incremento na nutrição das plantas e na fertilidade do solo, demonstrando o potencial dessa biomassa como insumo agrícola sustentável.