Práticas conservacionistas do solo e pagamento por serviços ambientais em uma sub-bacia do Rio Turvo localizada na bacia hidrográfica do Rio Doce.
Análise da paisagem; Serviço ecossistêmico; Modelagem ambiental
O uso do solo e as atividades desenvolvidas em regiões da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (BHRD) influenciam diretamente na qualidade do solo e na água deste local. Deste modo, a gestão dos recursos hídricos em uma política de planejamento integrado se faz cada vez mais necessária para garantir a segurança hídrica no futuro, sendo essencial definir uma área de atuação para aumentar a efetividade das técnicas visando prevenir ou agir de maneira eficiente e imediata no controle dos impactos, uma vez que se tem conhecimento das feições e processos de uso e ocupação do terreno na bacia em análise. O objetivo deste trabalho consiste em realizar uma análise de uma sub-bacia da BHRD, a Bacia Hidrográfica do Rio Turvo (BHRT) por meio da aplicação de geotecnologias, dos levantamentos das práticas conservacionistas aplicadas à gestão territorial, baseando-se às análises e modelagem digital da bacia nos parâmetros vindos da análise da Unit Stream Power Based Erosion Deposition (USPED), sendo eles o uso e cobertura do solo e classes de declividade para uso na identificação das áreas prioritárias para fins de praticás conservacionistas, pagamento por serviços ambientais e aplicação destas ações na gestão territorial pós-desastre quanto à recuperação e prevenção de impactos futuros. Juntamente com está modelagem, utilizou-se dados CAR, o Código Florestal Brasileiro e valores monetários de editais de PSA para complementação de dados nesta análise visual da BHRT. Na temática de pagamento por serviços ambientais ecossistêmicos, terá o auxílio da modelagem fornecendo o fluxo de sedimentos referente à erosão/deposição na paisagem e juntamente com o mapa de uso e cobertura do terreno será possível aperfeiçoar locais de intervenção visando à obtenção de resultados que possam ser aplicados à bacia a e de uso pelos órgãos públicos e privados, bem como o retorno futuro à sociedade dos benefícios quanto à gestão da bacia hidrográfica.