Banca de DEFESA: ANDRESSA BLASI PAIVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDRESSA BLASI PAIVA
DATA : 20/02/2026
HORA: 10:00
LOCAL: On line
TÍTULO:

BIOINSUMOS PRODUZIDOS COM MICROALGA CULTIVADA EM EFLUENTE DE BIOPESTICIDAS E BIOFERTILIZANTES E SEUS EFEITOS NA GERMINAÇÃO E NO DESENVOLVIMENTO INICIAL DO MILHO.


PALAVRAS-CHAVES:

Zea mays L. Bioestimulantes. Tratamento biológico. Economia circular. Reuso de efluentes.


PÁGINAS: 68
RESUMO:

O crescimento populacional exige do setor agropecuário a produção de cada vez mais alimentos. Essa alta demanda tem como consequência um maior uso de fertilizantes e pesticidas para manutenção e aumento da produtividade no campo. Atualmente, vêm surgindo alternativas mais sustentáveis como o uso de biofertilizantes e biopesticidas. Entretanto, essas indústrias também são geradoras de efluentes. O tratamento biológico com uso de microalgas pode ser uma solução para essas águas residuárias, reduzindo poluentes e permitindo a reutilização dos resíduos como bioinsumos agrícolas. Dessa forma, o objetivo do estudo foi avaliar, no primeiro capítulo, a biorremediação de águas residuárias da indústria de biopesticidas e biofertilizantes (ARBB) com o uso de mix de microalgas contendo Chlorella sp., Spirogyra sp. e Nostoc sp., além de realizar a caracterização físico-química das soluções resultantes e quantificar a presença de fitormônios e a sua influência na germinação de sementes de milho (Zea mays L.). Foram quantificadas as concentrações de poluentes como nitrogênio total (NT), Demanda Química de Oxigênio (DQO) e Fósforo (P) no efluente bruto e após o cultivo de microalgas. Foram preparadas 3 soluções para o teste de germinação: S1 (ARBB + microalgas), sem alteração na composição; S2, solução ARBB + microalgas concentrada por meio da remoção de 50% da fase líquida utilizando cloreto férrico e S3, contendo apenas a fase líquida removida da S2. A presença de fitormônios foi avaliada nas 3 soluções. O teste de germinação foi realizado em câmara BOD com duração de 7 dias, comparando-se os tratamentos contendo as soluções S1, S2 e S3, ácido giberélico e o controle (água destilada). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado (DIC). No segundo capítulo, objetivou-se a produção de biofertilizantes à base de microalgas cultivadas em ARBB, sua caracterização físico-química e a aplicação da biomassa em vasos para avaliar o desenvolvimento inicial do milho. A caracterização físico-química analisou os mesmo parâmetros do capítulo 1. Para concentração dos nutrientes, foi feita a centrifugação da biomassa de microalgas. Foram realizados dois cultivos, ambos com duração de 30 dias. Os tratamentos analisados foram: T1 (água – controle), T2 (100 % ureia), T3 (80 % ureia e 20 % biofertilizante), T4 (60 % ureia e 40 % biofertilizante) e T5 (100 % biofertilizante), em DIC. Observou-se boa eficiência de remoção de poluentes após o tratamento com microalgas, principalmente NT, NA e DQO, com eficiências acima de 98 %. Os hormônios detectados nas soluções de microalgas foram Giberelina, Citocinina, Auxina e Ácido abscísico, principalmente nas soluções S1 e S2. Não houve interferência dos tratamentos analisados no percentual e na velocidade de germinação. O ácido giberélico apresentou melhor resultado para altura de plântulas, com diferença significativa em relação aos demais tratamentos. Os tratamentos com microalgas apresentaram maiores valores de altura estatisticamente, comparando-se com o controle. Para massa fresca e seca da parte aérea das plântulas, os maiores resultados foram obtidos pelo ácido giberélico e pela solução S1, igualando-se entre si e diferindo dos demais estatisticamente. Para comprimento, massa seca e fresca das raízes, não houve diferença significativa entre os tratamentos. Observou-se a presença de macro nutrientes essenciais às plantas no biofertilizante produzido com ARBB + microalgas, principalmente N e P. Nos dois cultivos realizados, não houve diferença estatística entre os tratamentos, para os parâmetros morfológicos analisados, sendo eles, altura de plantas, diâmetro de colmo, número de folhas, área foliar e massa fresca e seca da parte aérea. Apesar de não se observar diferença estatística, nota-se que, em geral, os menores valores dos parâmetros morfológicos foram encontrados no tratamento controle. O estudo do potencial agronômico dos bioinsumos produzidos com microalgas é relevante, considerando sua atividade como bioestimulante e biofertilizante e a destinação de resíduos da agroindústria.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CICERO CELIO DE FIGUEIREDO - UnB
Interno - 2131822 - CONAN AYADE SALVADOR
Presidente - 1133133 - HENRIQUE VIEIRA DE MENDONCA
Notícia cadastrada em: 12/02/2026 09:36
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