Banca de DEFESA: GUILHERME ARAUJO ROCHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GUILHERME ARAUJO ROCHA
DATA : 30/08/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Meet - Ambiente virtual
TÍTULO:

DINÂMICA DE ELEMENTOS INORGÂNICOS DO CASCALHO DE PERFURAÇÃO MARÍTIMO DE POÇOS DE PETRÓLEO DO PRÉ-SAL E PÓS-SAL NO SOLO


PALAVRAS-CHAVES:

Tratamento de Resíduo, Rotas Tecnológicas, Metais Pesados


PÁGINAS: 64
RESUMO:

A indústria petrolífera a partir da perfuração de poços de petróleo gera resíduos que, quando dispostos de forma inadequada, ocasionam problemas ambientais. Dentre os principais resíduos, destaca-se o cascalho de perfuração, material composto principalmente por rocha triturada e fluido de perfuração. Nas últimas décadas, estudos vêm sendo realizados a fim de solucionar problemas ligados a deposição do cascalho no solo. Tal resíduo apresenta em sua composição uma série de metais pesados, salinidade e compostos derivados de petróleo. Deste modo, torna-se necessário rotas tecnológicas para viabilização do uso do cascalho, promovendo um fim ambientalmente correto à este. O objetivo do presente estudo foi avaliar a dinâmica dos elementos biodisponíveis de macro e micronutrientes e metais pesados no solo com vistas a verificar se houve lixiviação destes para o lençol freático, e também aferir o arraste dos elementos no solo, de acordo com a profundidade. Os ensaios de lixiviação foram conduzidos no Laboratório das Relações Solo - Planta (LSP), localizado no Departamento de Solos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com cinco doses de cascalho de perfuração de poços de petróleo proveniente do Pré-sal e Pós-sal (0, 25, 50, 100 e 200 Mg.ha-1), arranjados sobre Argissolo e Planossolo em colunas de lixiviação. Realizou-se análise do lixiviado e dos teores biodisponíveis dos solos.  A lâmina de água aplicada foi de 200 mm, equivalente a precipitação máxima média das áreas onde há a possibilidade de receptar os resíduos provenientes da extração marítima. Assim, a água percolada pela aplicação das lâminas, foi quantificada, observando teores críticos de sódio para ambos os solos nas maiores doses, havendo a possibilidade da formação de solos salinos. O quantitativo de bário e metais pesados no lixiviado não foi afetada com o aumento das doses de resíduo. Em relação a contaminação do solo, observou-se maior concentração de sódio para os tratamentos do Pós-sal em ambos os solos, e consequentemente, maior arraste no Planossolo. Quanto aos metais pesados, encontraram-se dentro dos valores de referência. Na análise dos elementos avaliados no lixiviado e no solo, a dose de 25 Mg.ha-1 de ambos resíduos, apresentou-se com melhores resultados, sem apresentar interferência ao ambiente.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2213075 - EVERALDO ZONTA
Externa ao Programa - 1412091 - ERICA SOUTO ABREU LIMA - UFRRJExterno ao Programa - 2938795 - FABIO CARDOSO DE FREITAS - UFRRJExterno à Instituição - MARCIO OSVALDO LIMA MAGALHÃES - UNEMAT
Notícia cadastrada em: 22/08/2022 14:02
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